segunda-feira, 28 de julho de 2008

Pesquisa eleitoral na era da mobilidade

*Raphael Guerreiro da Fonseca
(Gerente Geral da LWS e da Luxicom)

Em todo o País começou o “corre-corre” dos partidos políticos para as eleições municipais. Tem político já conhecido tentando se reeleger, outros querem voltar para o poder, novas personalidades também estão aparecendo e ainda aqueles que nunca perderam a esperança de ganhar uma eleição. Para completar o cenário só falta mencionar que as listas de promessas e de propostas continuam extensas e cada vez mais difíceis de cumprir.

Bom, mas deixemos isso de lado e vamos ao tema do artigo. Nessa “corrida” das eleições municipais um fato bem interessante é a pesquisa eleitoral, que é feita atualmente de forma manual pelos inúmeros pesquisadores nas ruas das cidades, ou seja, ainda é anotada em papel e depois as informações são inseridas no computador para serem tabuladas. Fornecidas por empresas especializadas como DataFolha, Ibope e outros, as pesquisas divulgam nos principais municípios da União a classificação acirrada dos candidatos e por meio delas os políticos direcionam suas campanhas e o eleitorado, muitas vezes, escolhe o seu candidato.

Uma alternativa bem bacana, moderna e precisa seria o uso de dispositivos móveis com GPS para a pesquisa. Tomando a cidade de São Paulo, como exemplo, podemos imaginar os pesquisadores em plena Avenida Paulista coletando as intenções de votos com dados de perfil do eleitor e localização exata onde foi feita a pesquisa.

A partir disso, seria interessante que o sistema do PDA estivesse conectado com um portal na Web, no qual em tempo real seriam divulgados os votos dos eleitores que estão no início da Avenida Paulista, por exemplo, e os que estão no final dela. É possível também montar um mapa da cidade apontando onde os candidatos têm mais eleitores.

Enfim, os benefícios seriam enormes, como: ter o perfil do eleitor, gerenciar melhor os pesquisadores através do GPS, o resultado das pesquisas seria divulgado em um tempo bem menor, entre outros. E os candidatos poderiam se valer de mais informações para montarem seus cronogramas de visitas às subprefeituras a partir das pesquisas e o eleitorado também ficaria sabendo com maior precisão e rapidez como está a classificação do seu candidato em cada ponto da cidade. Pensem nisso!

Fonte: Artigo extraido do Baguete Jornalismo Digital/TI.
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