sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Aprovação do presidente Lula bate recorde, mostra Datafolha

A taxa de aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateu novo recorde em novembro, atingindo o maior patamar já registrado por um presidente brasileiro desde a redemocratização do país, mostrou pesquisa divulgada nesta sexta-feira. De acordo com levantamento feito pelo Datafolha, e publicado na edição desta sexta-feira do jornal Folha de S.Paulo, a avaliação positiva (soma de notas ótimo e bom) do presidente atingiu 70 por cento, batendo o recorde anterior, que também já era de Lula, de 64 por cento de aprovação em setembro.
O levantamento mostra que 23 por cento avaliam o presidente como regular e 7 por cento como ruim ou péssimo. A pesquisa, feita entre os dias 25 e 28 de novembro, mostra que Lula conta com avaliação positiva em todos os segmentos socioeconômicos e regiões do país.
O levantamento foi publicado em uma semana em que foram feitos anúncios de demissões em grandes companhias do país, como a Vale, e em que a indústria informou que as vendas de veículos despencaram pelo segundo mês consecutivo em novembro.
O levantamento apurou que 27 por cento dos brasileiros ainda não tomaram conhecimento da atual crise financeira internacional. O Datafolha ouviu 3.486 pessoas, com mais de 16 anos de idade, em todo país. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo.
As melhores notas obtidas pelos presidentes que antecederam Lula no cargo depois da redemocratização do país no final dos anos de 1980 estão longe do patamar alcançado pelo petista. O melhor desempenho registrado pelo tucano Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, foi 47 por cento de aprovação em dezembro de 1996. Itamar Franco obteve 41 por cento de avaliação positiva em dezembro de 1994, seguido por Fernando Collor, que em junho de 1990 registrava 36 por cento de avaliação postiva entre os brasileiros.

Fonte: Reuters
____________________________________________________________________
Este texto pode ser copiado, distribuído, reproduzido, transmitido ou publicado em outros sites desde que mantidas as mesmas referências ao autor e à este Portal (www.PesquisadorModerno.com.br)

Marcadores: ,

Leia mais!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Artigo - Querem limitar o exercício da profissão

por Dulce Perdigão

Nosso amigo Max estava conduzindo um estudo com Discussões em Grupo para acompanhar a aceitação e/ou rejeição da comunicação da campanha para Prefeito de uma cidade do interior que precisou interromper por ordem judicial. A alegação era de que contrariava a legislação eleitoral.

Em sessões de grupo, como se sabe, se distribui comes e bebes. Isso, na pesquisa eleitoral, foi caracterizado como compra de voto.

O que mais haveria para nos fazer indignar? Este foi o meu primeiro sentimento - INDIGNAÇÃO. Outros sentimentos e palavras vêm brotando em complemento - PERPLEXIDADE, CANSAÇO, DESALENTO, REVOLTA.


E sabe por quê? Eu, Max, Maxime Castelnau, Alfredo Carmo, Alvaro Marchi (estes três que já se foram), Otavio da Costa Eduardo, Pergentino Mendes de Almeida, Geraldo Magela (que escreveu recentemente algo até divertido nos “causos” do e-news da ABEP), nós todos – digamos pioneiros - e muitos mais profissionais (na correta acepção do termo) de PESQUISA DE MERCADO, OPINIÃO e MÍDIA, do alto dos nossos mais de 60 anos de vida e mais de 40 de atividade na área, temos que nos penitenciar por não termos conseguido passar o conhecimento devido, a importância merecida e a prática correta de uma profissão que participa da vida de todos os seres humanos, indistintamente.

É só olhar em volta e pensar em como esta profissão contribui para entregar produtos de melhor qualidade e de acordo com as necessidades das pessoas. De medicamentos, alimentos (inclusive para animais), produtos de higiene pessoal, produtos de limpeza doméstica, vestuário e calçados, automóveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos e podemos exagerar - da lâmpada que ilumina a água que bebemos - tudo pode ser melhor ou pior com ou sem pesquisa de mercado. Sem contar ainda as áreas da comunicação e da mídia.

Ouso comparar a atividade de pesquisa com o ar que respiramos - ninguém percebe, mas na sua falta, ou principalmente má qualidade, as conseqüências são desastrosas. Só os profissionais de verdade sabem disso.

Aí, volto a pensar no que já havia desistido de debater, mas que foi uma constante nos meus quase trinta anos de UNILEVER - que nós pesquisadores erramos em nos dedicarmos tão seriamente a profissão; em trabalhar apenas nos bastidores do Marketing, da Comunicação e da Mídia; em despender tempo com eventos meramente acadêmicos, intra-classe, para desenvolvimento de metodologias, códigos de ética e de conduta; em cultivarmos características tão introspectivas, analíticas, técnicas e; infelizmente, em aceitarmos ser tão LOW PROFILE.

Fizemos o que com esta profissão? Geramos um protecionismo e preciosismo na sua aplicação que apenas os que estão na faixa etária dos 50 ou mais, dos 30 anos ou mais de atividade (e que estão saindo do mercado ou da vida), conseguem entender, executar decentemente, extrair o máximo dos seus resultados e principalmente aplicar.

Nas recentes reuniões da classe ou apresentações e eventos que envolvem clientes de que tenho participado, somos (nós, a velha guarda) animais em extinção. Os jovens que participam dos dois lados principais - fornecedor e usuário - da logística da pesquisa de mercado estão construindo um perfil totalmente diferente. Infelizmente, na maioria dos casos, predomina o que o mundo atual valoriza: imediatismo, oportunismo, vedetismo e muito pouco comprometimento. Os gurus da administração e do marketing, mais do que nunca, continuam ditando as regras.

E todos, gurus ou executivos, fazem questão de ignorar a diferença da pesquisa paredão BBB da que mantém um marca como OMO no mercado há mais de 50 anos ou faz da COCA-COLA e NIKE marcas globais.

Eu ainda divago sobre estes assuntos nas atividades de capacitação e treinamento como os cursos da ABEP, ASBPM e FESPSP. Esta discussão agora tem exemplos muito mais latentes e digeríveis, com a falência das agências de avaliação de risco, as Merril Lynch, Morgan Stanley, Goldman Sach e outras.

Talvez tenhamos aí mais uma oportunidade de mostrar a diferença do papel dos PROFISSIONAIS da pesquisa de mercado e dos "gurus", de qualquer tipo.

Foi o que sempre tentei, quando podia cutucar nossos colegas a assumirem o seu papel de consultoria e planejamento estratégico dentro das empresas. Estas agências, bem como as consultorias tradicionais, tipo Mckynsey, Deloitte, etc, no seu processo de trabalho se utilizam dos executivos de marketing e pesquisa das empresas e a partir das informações e experiência destes, sabem sim fazer grandes apresentações, impor decisões e cobrar altíssimos cachês. De novo, sem nenhum embasamento e comprometimento, mas muito marketing e mis-en-cène. É um posicionamento, mas facilmente suplantado, se houvesse um mínimo de ambição do pesquisador.

Como cliente de pesquisa, tentei motivar meus pares de empresas de mesmo porte e importância no uso de pesquisa - NESTLE, JOHNSON & JOHNSON, COCA-COLA, FORD, PROCTER, etc e também os principais institutos com quem trabalhava RI, IPSOS, LPM/BURKE, LATIN PANEL, ACNIELSEN, etc a se engajarem num processo de moralização, profissionalização e valorização da profissão (sic).

Enquanto as bolhas crescem (a da tecnologia, a do mercado imobiliário americano, a da bolsa de valores e porque não, do mercado de pesquisa), ninguém se preocupa ou acredita que há necessidade de investimento de recursos na previsão do seu próprio futuro (veja o caso das agências de risco). E nisso temos sido tão ou mais negligentes do que as tais agências.

Vejo agora a iniciativa louvável e quase solitária do Magela para a criação do SINPEME, objetivando principalmente fazer com que a atividade seja executada apenas por quem entende, e mais que isso, remunerada pelo valor que os profissionais da base merecem. O que conseqüentemente pode agregar valor a todos os elos da corrente.

Não creio que devamos nos manifestar apenas contra a proibição da discussão em grupo. Isso é muito importante, sim. Mas dentro de um contexto, onde trabalhemos para a divulgação de massa, de peso e com conteúdo, do resgate da Pesquisa de Mercado, além do SINPEME. Da maneira como sabemos aconselhar nossos clientes a trabalharem o marketing e comunicação dos seus produtos.

Ou continuaremos assistindo passivamente a todo tipo de desmando? Que outros, além destes?

- Agencias de turismo atuando como institutos de pesquisa?
- Pagamento de R$1,00 por entrevista?
- Leilão reverso como prática em concorrências?
- Departamento de compra das empresas decidindo pela melhor proposta?

A quem interessa deixar as coisas correrem como estão?

Há muito sabemos como está mais difícil a cada ano a obtenção da amostra no universo requerido, do acesso a domicílios, e do contato com o publico alvo (tecnicidades desta profissão e, de novo, que só nós entendemos).

Regras concordadas e técnicas conhecidas para garantir a representatividade e diminuir a mortalidade da amostra existem, tanto para garantir o acesso e distribuição geográfica (em favelas, por exemplo), como para acesso e coleta da informação (ex.: pagamento da hora de consulta médica), além, obviamente, do necessário ressarcimento do tempo dedicado em pesquisas qualitativas e outros tipos de pesquisas que exigem deslocamento do entrevistado (como discussões em grupo, clínicas de automóvel, etc).

De novo, quem se preocupa com isso em épocas normais, períodos não eleitoreiros e politiqueiros?

Nossa culpa, de novo. Sempre se discute, quando uma eleição se aproxima, a necessidade de aproveitar a ÚNICA época de exposição da profissão para fazer alguma coisa EM PROL. Como nunca fazemos nada (a bem da verdade, no máximo um debate com Marcia Cavalari – costas largas da pesquisa política), todo período eleitoral é traumático para os pesquisadores.

E, como sempre, os perdedores na pesquisa saem jogando CONTRA. Aliás, como acontece também nas empresas, quando a pesquisa mostra que o produto preferido do marketeiro não é aquele do gosto das consumidoras.

Tem coisa pior? Tem. Teve. Alguém conhece a historia do Maxime, nos tempos da ditadura? Exemplo antigo dos problemas de entendimento do que significa pesquisar. Ele teve que se explicar na delegacia sobre o que um entrevistador estava querendo, ao fazer tantas perguntas nas ruas. E quase foi preso, ao tentar explicar para que servia o questionário. A bronca do interrogador da época: "tá querendo me ensinar técnicas de interrogatório?"

Tem gente picareta fazendo pesquisa? Tem. É só ler as babaquices trocadas no grupo Empresas de Pesquisa, do Google. E vai ter cada vez mais, com as facilidades tecnológicas e informáticas. Nada contra a tecnologia, mas há que saber usar A FAVOR.

Tem cliente comprando pesquisa a troco de banana? É o que mais tem. E, muitas vezes, nem banana leva. O que faz pouca diferença, porque estes são os pouco comprometidos com a qualidade e com as conseqüências de suas decisões. A maior parte dos executivos, principalmente nas grandes transnacionais, está só de passagem, só galgando postos. Como políticos, experts em inaugurar placas de obras que nunca foram entregues.

Sempre há dois caminhos. Podemos deixar a visão pessimista – na qual a profissão vai se achatando (e acharcando), principalmente quando não sobrar mais expertise no ensinamento do processo amostral. Assim: a amostra é como sopa, que não é preciso tomar toda pra saber se está salgada. Mas e o método? Onde internet ou má fé podem mostrar apenas o lado do caldeirão onde a pimenta está concentrada?

Chegando lá: os interpretes da legislação eleitoral, na aplicação de tolerância zero, desconhecedores, como a grande maioria da população, das regras, normas e códigos da Pesquisa de Mercado, Opinião e Mídia, estão nivelando nossa atividade com as de palanques e comitês políticos, onde quem freqüenta o faz para fazer volume ou mesmo para se fazer notar pelo potencial candidato eleito. Para estes, servir água é uma mordomia e qualquer outra coisa é sim compra de voto.

Nas discussões em grupo ou clinicas de automóveis, entre outras técnicas, os participantes merecem muito mais do que bebidas e canapés pelo préstimo de seu tempo, às vezes por 3 horas ou mais, com objetivos muito mais nobres.

Precisamos encontrar os fóruns e os interlocutores para promover o entendimento destas diferenças e também a discussão dos passos futuros.

Está mais do que na hora de nos solidarizarmos com o Max em qualquer manifestação para levar o assunto adiante.
De todo modo, fica aqui mais um desabafo como outro feito há dois anos, neste mesmo Pesquisador Moderno, num dos seus primeiros posts. Na época, lembro de dois comentários. Quando isso vai mudar?
____________________________________________________________________
Este texto pode ser copiado, distribuído, reproduzido, transmitido ou publicado em outros sites desde que mantidas as mesmas referências ao autor e à este Portal (www.PesquisadorModerno.com.br)

Marcadores: ,

Leia mais!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Gerente do Ibope fala sobre pesquisas eleitorais

Fonte: Infonet

Kerma Toscano abordou as formas de fazer pesquisa e como elas são elaboradas.

As pesquisas eleitorais são constantemente utilizadas como indicadores para a elaboração de estratégias de campanha e para conhecer melhor os eleitores, bem como seus anseios e expectativas. Para esclarecer como são feitas as pesquisas eleitorais o Portal Infonet entrevistou Kerma Toscano, gerente regional do maior instituto de pesquisa da América Latina: o Ibope. No texto a gerente aponta detalhes das pesquisas e explica alguns aspectos que costumam causar dúvidas, a exemplo de como é calculada a margem de erro de uma pesquisa.



Portal Infonet - Como surgiu o Ibope?
Kerma Toscano -
O Grupo Ibope surgiu em 1942 com o empresário Auricélio Penteado, dono de uma rádio em São Paulo. Ansioso para saber como estavam os índices de audiência de sua emissora, o empresário viajou para os Estados Unidos para conhecer técnicas de pesquisa. Quando retornou, viu que esse era um mercado ainda pouco explorado no país e resolveu investir no ramo.


Quais são os setores em que o Ibope atua?
O Ibope atua com informações e pesquisa, auxiliando os seus clientes a tomar decisões de forma mais segura e com o menor risco possível. De uma forma geral, atuamos com duas vertentes: a pesquisa de mídia-voltada para os meios de comunicação e para o mercado publicitário, detectando audiências e com o Ibope Inteligência, que faz a maioria das pesquisas ad-hoc, ou seja, sob encomenda.

Como são feitas as pesquisas?
Temos diversas formas de fazer pesquisas, com várias metodologias diferentes. O que determina a que será utilizada será o objeto de análise e o tipo de estudo. Iniciamos com a seleção da amostragem, depois passamos para a coleta e análise dos dados, que pode ser eletrônica ou manual. Na maioria é utilizado um questionário no palm-top, onde são inseridos os dados, que depois são passados para o computador e tabulados.


Também temos entrevistas feitas por telefone que funcionam da mesma forma: o entrevistador faz a pergunta e automaticamente passa as respostas para o palm-top. Uma outra forma são os painéis, que não exigem a presença do pesquisador. Essa forma de fazer pesquisa é utilizada principalmente para a televisão e internet. Inserimos o painel na televisão e ele irá registrar os gostos e interesses dos telespectadores, assim como quanto tempo assistem televisão e etc. Nesse caso, selecionamos um grupo de domicílios que passa a colaborar com a pesquisa. Na internet o painel não é um aparelho, mas sim um programa.

No caso especifico das pesquisas políticas é feito por uma amostra de eleitores. É escolhida uma amostra representativa, selecionada de acordo com critérios estatísticos baseada em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE`s) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o universo a ser analisado dentro da realidade. As entrevistas são feitas de modo geral nos domicílios, escolhendo grupos específicos , que tenham um determinado perfil. Também temos a pesquisa de boca de urna, que é aquela feita no dia da votação e nas seções com quem já votou.

Como é definida a quantidade de pessoas que serão entrevistadas para uma determinada pesquisa?
O tamanho da amostra não é o mais importante, mas sim a representatividade dela. No caso da pesquisa eleitoral, primeiro consultamos os dados sobre os domicílios eleitorais e depois nos preocupamos em selecionar uma amostra que seja representativa dessa composição eleitoral. A escolha é feita com base na estatística e na probabilidade.

Como é calculada a margem de erros das pesquisas?
Como trabalhamos com estatística e não com números absolutos, existe uma margem de erro que depende do tamanho da amostra e dos resultados encontrados. Quanto maior a homogeneidade da amostra, menor a margem de erro. No caso das pesquisas eleitorais essa margem varia bastante em função da distribuição geográfica do eleitorado de cada um deles. Resumindo, a margem de erro depende da mostra e da quantidade de variáveis utilizadas.

Quanto tempo leva para fazer uma pesquisa?
No caso da pesquisa de mídia o tempo é bastante relativo. Aqui em Aracaju já fizemos uma para rádio que demorou oito dias e para televisão sete dias. Já as pesquisas eleitorais devem ser rápidas, pois geralmente são feitas em plena campanha política. De uma forma geral, demoram de dois a quatro dias.

As metodologias utilizadas são desenvolvidas por vocês ou são padronizadas mundialmente?
Existem várias empresas no mundo que fazem pesquisa e elas se unem e discutem as melhores formas, trocam experiências, discutem metodologias e processos. Mas nós também temos as nossas próprias tecnologias. O Ibope é o maior instituto de pesquisa da América Latina. Nós medimos televisão na América Latina inteira com os nossos aparelhos, que são desenvolvidos pela nossa equipe.

Quanto, em média, custa uma pesquisa?
No caso da pesquisa de mídia varia muito, pois inúmeras variáveis definem um custo. Nós calculamos o preço de acordo com o que atende melhor o cliente e do que ele quer saber. Nas pesquisas eleitorais as variáveis geralmente são: a amostragem utilizada, o tamanho do questionário e a análise dos resultados. No caso de uma pesquisa nacional, com uma amostra de 2 mil pessoas e um questionário com umas 20 perguntas, pode custa até R$ 85 mil.
____________________________________________________________________
Este texto pode ser copiado, distribuído, reproduzido, transmitido ou publicado em outros sites desde que mantidas as mesmas referências ao autor e à este Portal (www.PesquisadorModerno.com.br) e Infonet.

Marcadores:

Leia mais!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ibope desvenda dúvidas sobre pesquisas eleitorais

Fonte: Diário OnLine
Um dos elementos mais importantes de qualquer campanha eleitoral é a pesquisa de opinião de voto. Embora todos conheçam os resultados dos levantamentos, a forma como eles são elaborados é algo que permanece misterioso para grande parte das pessoas.

Como é formada a margem de erro das pesquisas? Por que eu nunca conheci alguém que foi entrevistado? Quais as diferenças entre uma pesquisa municipal e outra nacional? Para responder a essas dúvidas, o Diário OnLine entrevistou Márcia Cavallari, diretora-executiva de atendimento e planejamento do Ibope Inteligência.


A especialista comenta que as decisões de voto estão saindo cada vez mais próximas ao dia de votação, na comparação com eleições anteriores. Isso se deve ao fato de que a população espera obter um maior número de informações antes de fazer sua escolha de candidato.
Leia abaixo as respostas de Márcia Cavallari.



Diário OnLine: Qual o modelo mais utilizado nas pesquisas de opinião de voto?
Márcia Cavallari: Trata-se do modelo de amostragem, no qual é selecionada uma amostra por conglomerados (grupos) da população. Em um primeiro estágio, são escolhidos os setores para entrevista. A segunda etapa abrange a seleção dos entrevistados, que devem atingir cotas de sexo, idade, instrução e grau de atividade, de forma a refletir o total da população.

Há dois modelos de pesquisa: pesquisa por ponto de fluxo (no qual as pessoas são entrevistadas em um local específico) e pesquisa domiciliar. O Ibope utiliza o último método. Não há um método melhor do que o outro; trata-se apenas de uma decisão estratégica do instituto.
Por que as pessoas têm a impressão de que nunca serão ouvidas para uma pesquisa eleitoral?Por que a probabilidade de ser entrevistado é muito pequena. Há casos em que a chance é de 500 para 2 milhões de pessoas.

Qual a quantidade mínima de pessoas a ser entrevistadas?
O número mais baixo de pessoas integrantes de uma amostra é de 300. Este número determina uma margem de erro de seis pontos percentuais, que é considerado o limite aceitável.

O que significa a margem de erro de uma pesquisa?
Um exemplo: pesquisa que indica 40% de popularidade, com uma margem de erro de dois pontos percentuais. Isso significa que, caso os resultados fossem feitos em todas as pessoas da população, como um censo, o resultado encontrado no grupo seria de 38% a 42%.

Quais as diferenças entre uma pesquisa presidencial e uma pesquisa municipal?
A metodologia utilizada é a mesma. O que difere é a decisão do eleitor, que passa por questões diferentes, mais ligadas ao dia-a-dia. Além disso, as informações na cidade circulam mais rapidamente, o que faz mudanças na decisão de voto circularem com maior agilidade.

Como é feito o controle das pesquisas eleitorais?
Em ao menos 20% dos casos, o trabalho do entrevistador é verificado. Isso pode ser feito de várias formas: o verificador pode ir junto ao local da entrevista, fazer uma entrevista na seqüência, logo após o levantamento, ou por meio de uma entrevista por telefone.

Existe um erro, chamado erro amostral, que é um erro associado à pesquisa, ou seja, toda pesquisa tem um erro que deriva do fato de que ela não é feita com todo o conjunto da população, como um censo. Existe ainda o erro não-amostral.

Quais são as principais fontes de erro não-amostral?
Dados oficiais desatualizados, entrevistador mal-treinado, ordem das perguntas no questionário, questões que os entrevistados não entendem e recusa dos entrevistados em responder à pesquisa.

Como os entrevistadores recebem a equipe do Ibope?
Normalmente o entrevistador é bem acolhido. Além disso, ele porta identificação, deixa um telefone de contato para a pessoa checar se a pesquisa é mesmo feita pelo Ibope, recebem garantia de anonimato, entre outros controles. Como muitas pessoas têm a impressão de que nunca são ouvidas, quando recebem o contato, algumas ficam contentes em receber o entrevistador.

Como é feita a abordagem de pessoas que moram em prédios e locais de difícil acesso?
Caso o setor censitário tenha decidido aquele prédio, o entrevistador irá abordar as pessoas que moram naquele local. Em alguns casos, em edifícios de alto padrão, é necessário agendar previamente a entrevista por telefone.

Em favelas, muitas vezes é feito um acordo com o líder comunitário para permitir o acesso dos pesquisadores. Outra técnica é abordar as pessoas na entrada e na saída da comunidade.
____________________________________________________________________
Este texto pode ser copiado, distribuído, reproduzido, transmitido ou publicado em outros sites desde que mantidas as mesmas referências ao autor e à este Portal (www.PesquisadorModerno.com.br)

Marcadores:

Leia mais!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

A importância da pesquisa antes da campanha

Fonte: Meio e Mensagem

Para Peter Krieg, co-fundador da Copernicus Marketing Consulting, pesquisa de mercado antes da campanha é melhor e menos custosa maneira para se determinar o target e avaliar os resultados obtidos sobre o investimento feito pelo anunciante.

A terceira edição do fórum internacional ABA ROI recebeu a visita de Peter Krieg, co-fundador da Copernicus Marketing Consulting, que apontou a intensa pesquisa antes da campanha como melhor e menos custosa maneira para se determinar o target de maneira mais apurada e com melhores resultados obtidos sobre o investimento feito pelo anunciante. E isso, num ambiente cada vez mais multimídia, em que as diferentes disciplinas devem ser utilizadas em parceria.

Para Krieg, uma campanha pode ser considerada bem sucedida se apresentar apenas um resultado excelente de ROI, e não apenas 50%, por exemplo, o que evita perdas que seriam de, a cada dólar investido, 32 centavos em impresso, 35 em trade marketing, 50 em rádio e 51 em TV.

Ele apontou cinco problemas essenciais na maneira como é estudado e determinado o ROI. O primeiro é a falta de medição, o que impossibilita o gerenciamento do fenômeno. O outro é o chamado chute no escuro, no qual se estuda o quê, o onde, mas se esquece do principal, o quem. "Três ou quatro pessoas buscam entender o consumidor e acabam criando um monstro, que está longe do target real", exemplificou Krieg, deixando claro que há também a possibilidade de se expandir este target: "É sedutor trazer novas pessoas para seu produto, ampliando as oportunidades de lucro".

O terceiro problema é a falta de posicionamento do produto, que sempre precisa de uma razão de ser. Krieg citou que apenas 8% de pessoas disseram numa pesquisa algo relevante sobre as duas marcas líderes em cinco categorias de produtos. "E não estamos falando de marcas pequenas", lembrou, citando a Skol como um exemplo positivo de associar o produto ao público-alvo.

Ainda na lista esta o fato de que deve haver uma seleção de várias idéias, antes da real aplicação de uma delas. Das pré-escolhidas, algumas devem ser testadas em pesquisas (esta uma palavra recorrente na palestra) qualitativas para que possam ser aplicadas. E, por fim, existe a questão da falta de tempo para este pré-teste, que é importantíssimo para uma estratégia vencedora. "O fato é que as pessoas dizem que não tem tempo, mas acabam sempre refazendo as coisas, e perdendo tempo", sintetiza Krieg.
____________________________________________________________________
Este texto pode ser copiado, distribuído, reproduzido, transmitido ou publicado em outros sites desde que mantidas as mesmas referências ao autor e à este Portal (www.PesquisadorModerno.com.br)

Marcadores:

Leia mais!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Pesquisa eleitoral na era da mobilidade

*Raphael Guerreiro da Fonseca
(Gerente Geral da LWS e da Luxicom)

Em todo o País começou o “corre-corre” dos partidos políticos para as eleições municipais. Tem político já conhecido tentando se reeleger, outros querem voltar para o poder, novas personalidades também estão aparecendo e ainda aqueles que nunca perderam a esperança de ganhar uma eleição. Para completar o cenário só falta mencionar que as listas de promessas e de propostas continuam extensas e cada vez mais difíceis de cumprir.

Bom, mas deixemos isso de lado e vamos ao tema do artigo. Nessa “corrida” das eleições municipais um fato bem interessante é a pesquisa eleitoral, que é feita atualmente de forma manual pelos inúmeros pesquisadores nas ruas das cidades, ou seja, ainda é anotada em papel e depois as informações são inseridas no computador para serem tabuladas. Fornecidas por empresas especializadas como DataFolha, Ibope e outros, as pesquisas divulgam nos principais municípios da União a classificação acirrada dos candidatos e por meio delas os políticos direcionam suas campanhas e o eleitorado, muitas vezes, escolhe o seu candidato.

Uma alternativa bem bacana, moderna e precisa seria o uso de dispositivos móveis com GPS para a pesquisa. Tomando a cidade de São Paulo, como exemplo, podemos imaginar os pesquisadores em plena Avenida Paulista coletando as intenções de votos com dados de perfil do eleitor e localização exata onde foi feita a pesquisa.

A partir disso, seria interessante que o sistema do PDA estivesse conectado com um portal na Web, no qual em tempo real seriam divulgados os votos dos eleitores que estão no início da Avenida Paulista, por exemplo, e os que estão no final dela. É possível também montar um mapa da cidade apontando onde os candidatos têm mais eleitores.

Enfim, os benefícios seriam enormes, como: ter o perfil do eleitor, gerenciar melhor os pesquisadores através do GPS, o resultado das pesquisas seria divulgado em um tempo bem menor, entre outros. E os candidatos poderiam se valer de mais informações para montarem seus cronogramas de visitas às subprefeituras a partir das pesquisas e o eleitorado também ficaria sabendo com maior precisão e rapidez como está a classificação do seu candidato em cada ponto da cidade. Pensem nisso!

Fonte: Artigo extraido do Baguete Jornalismo Digital/TI.
____________________________________________________________________
Este texto pode ser copiado, distribuído, reproduzido, transmitido ou publicado em outros sites desde que mantidas as mesmas referências ao autor e à este Portal (www.PesquisadorModerno.com.br)

Marcadores: , ,

Leia mais!