segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Inteligência Competitiva é Estratégia

Fonte: Baguete

Qual a importância da estratégia para uma empresa hoje? A banalização da palavra e a falta da comunicação do direcionamento da empresa, vem gerando dúvidas em muitos profissionais sobre a real “estratégia” da empresa. Afinal, quantos profissionais sabem realmente a estratégia de sua empresa?


Estratégia é a definição de como recursos serão alocados para se atingir determinado objetivo. Usada originalmente na área militar, esta palavra hoje é bastante usada na área de negócios.
A estratégia começa com uma visão de futuro para a empresa e implica na definição clara de seu campo de atuação, na habilidade de previsão de possíveis reações às ações empreendidas e no direcionamento que a levará ao crescimento.
A definição de objetivos, em si, não implica em uma estratégia. Os objetivos representam os fins que a empresa está tentando alcançar, enquanto a estratégia é o meio para alcançar esses fins.
Uma boa base conceitual que anda muito em prática está no livro “Estratégia Competitiva” de Michael Porter, economista e professor da Harvard Business School. Porter, lembra que estratégia competitiva, é como uma empresa decide competir em um mercado em resposta às estratégias e posições de seus competidores de modo a ganhar uma vantagem competitiva sustentável.
Vantagem competitiva é uma vantagem que uma empresa tem em relação aos seus concorrentes. Ela geralmente se origina de uma competência central do negócio. Para ser realmente efetiva, a vantagem precisa ser:
1. Difícil de imitar
2. Única
3. Sustentável
4. Superior à competição
5. Aplicável a múltiplas situações
Agora, procure responder: qual a estratégia da sua empresa? Ainda, outro “estrategista”, Gary Hamel (professor da London Business School) em conjunto com Liisa Valikangas (pesquisadora do Woodside Institute), escreveu sobre a busca da resiliência.
Ou seja, numa era turbulenta, o único trunfo confiável é a capacidade de antecipar as circunstâncias e reinventar o modelo de negócios. Adquirir resiliência estratégica não é fácil. Resiliência estratégica não é reagir a uma crise isolada. Não é se recuperar de um revés. É antes, a capacidade de se antecipar - e se ajustar - continuamente a profundas tendências seculares capazes de abalar de forma permanente a força geradora de lucros de um negócio.
Resiliência é a capacidade de mudar antes que a necessidade de mudança se torne imperativa. Para prosperar em tempos turbulentos, a empresa deve ser, na renovação, tão eficaz quanto o é na produção de bens e na oferta de serviços.
Por isso, avaliar tendências e concorrentes é tarefa de Inteligência Competitiva que resulta na melhor escolha estratégica. E assim, Inteligência Competitiva é em sua essência, Estratégia.
Fontes: pt.wikipedia.org, acesso em 8 de agosto de 2007 e Harvard Business Review, Setembro 2003.
*Alfredo Passos é professor da ESPM, do Curso de Pós-Graduação em Gestão e Inteligência Competitiva da FACE/PUC-RS. Consultor e Especialista em Inteligência Competitiva da Knowledge Management Company. Autor de Inteligência Competitiva – Como fazer IC acontecer na sua empresa, LCTE Editora.
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Ibope Inteligência chega ao México

O IBOPE Inteligência acaba de anunciar a abertura de seu mais novo escritório fora do Brasil. O México foi o local escolhido pelo instituto de pesquisa, que também já marca presença na Argentina. O responsável pelo escritório é Brian Martin-Onraët, executivo de Marketing, Propaganda e Pesquisa de Mercado.

Segundo Nelsom Marangoni, CEO do IBOPE Inteligência, cada vez mais os clientes possuem projetos regionais e gostam de realizá-los por intermédio de uma única rede de pesquisa. “Além de atender à demanda do cliente, queremos garantir a homogeneização dos serviços
prestados”, explica Marangoni. A abertura do escritório no México faz parte de um dos objetivos estratégicos da empresa, que é o de expansão regional. O México é o segundo maior mercado de pesquisa da região, ficando atrás apenas do Brasil. O instituto também está de olhos abertos para o Chile.

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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Inteligência Competitiva, Mitos e Oportunidades

Fonte: Baguete Digital/Alfredo Passos

Mitos sempre tiveram lugar na cultura dos povos. Quem nunca se divertiu com as travessuras do Saci Pererê, no percurso obrigatório de um Monteiro Lobato? O problema é quando a fantasia ultrapassa as portas da realidade e uma atividade digna, ética e racional como os serviços de inteligência das empresas acaba se confundindo com as aventuras rocambolescas das novelas policiais.

Assim como na tradição popular, geralmente, uma lâmpada é o bastante para transformar um monstro terrível numa realidade palpável, racional e, no caso presente, extremamente rentável.

Esta deve ter sido a primeira intenção dos profissionais que resolveram somar as suas experiências na elaboração deste compêndio que você tem nas mãos. Provavelmente a necessidade de esclarecimento sobre Inteligência Competitiva, foi tomando a forma de um mapa dessa disciplina, atualizada em encontros regulares mantidos, ao longo dos últimos anos, entre profissionais de várias partes do mundo, igualmente vistos como arapongas, sherloks e outros apelidos pouco lisonjeiros.

Pessoas que, na percepção da maioria, só conhecem através de teleobjetivas e trocam informações por meio de envelopes deixados em bancos de locais públicos. O fato é que as características, objetivos e forma de operação da inteligência competitiva são pouco conhecidas pelas próprias corporações que dela se utilizam e menos ainda pelos gestores que querem levar o país a um novo patamar da economia global, seja no plano de suas competências naturais, como o agro-negócio, a manufatura e a produção cultural, seja no das oportunidades que ainda o aguardam, como os serviços off shore (inclusive na área de tecnologia).

Afinal, o que é Inteligência Competitiva? Uma das atribuições da inteligência competitiva – neste artigo claramente definida como um processo ético, sistemático e analítico (e mensurável) – é justamente, separar o verdadeiro do falso, o preconceito da idéia e a informação do boato, combinando esses ingredientes com os fundamentos da economia, uma visão de conjuntura e a boa percepção de tendências, para transformar ameaças em oportunidades, minimizar riscos ou maximizar investimentos.

Para somar valor às empresas, a inteligência competitiva deve ser encarada como um processo contínuo e não como surtos. Também não deve ser confundida com os sistemas, chamados de business intelligence e que se traduz por um pacote de soluções que pode até ser encarado como uma ferramenta pela área de inteligência da empresa.

É, portando, a associação de elementos diversos – que geralmente incluem até informações convencionais das próprias empresas, como mapas de vendas, planilhas de custos etc – e acima de tudo, as análises dessa massa de informações reconhecidas como relevantes pelo sistema de inteligência da organização que vão determinar o papel tático ou estratégico de uma análise ou recomendação colocada a serviço do tomador de decisão.

A ele, nesse momento, caberá julgar se a informação será ou não capaz de produzir os resultados esperados. Esta é, aliás, a sugestão que eu apresento a você, leitor, que encara este artigo como uma primeira aventura ou àquele que vem em busca dos diferentes prismas de uma atividade até certo ponto mitológica no mundo corporativo: despir-se dos preconceitos e buscar extrair desta expedição as lições que vão ajudá-lo a empregar melhor a inteligência competitiva no seu dia-a-dia.

Ou, quem sabe, confundir-se nessa paisagem, que lhe parecerá cada vez mais lógica e complexa, ainda que indispensável ao mundo dos negócios com o qual nem o Saci Pererê, nem James Bond jamais sonharam.

* Alfredo Passos é professor da ESPM, do Curso de Pós-Graduação em Gestão e Inteligência Competitiva da FACE/PUC-RS. Consultor e Especialista em Inteligência Competitiva da Knowledge Management Company. Autor de Inteligência Competitiva – Como fazer IC acontecer na sua empresa, LCTE Editora.
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Este texto pode ser copiado, distribuído, reproduzido, transmitido ou publicado em outros sites desde que mantidas as mesmas referências ao autor e à este Portal (www.PesquisadorModerno.com.br) e ao Baguete, idealizador da série de artigos Inteligência Competitiva.

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