Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Jovem que frequenta academia usa suplemento sem controle, diz pesquisa

Estudo da Unifesp revela que 80% dos frequentadores que consomem essas substâncias compram e ingerem os produtos sem recomendação médica ou nutricional.
Pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que 62% dos frequentadores de academias na capital paulista entre 15 e 25 anos consomem algum tipo de suplemento alimentar - substâncias desenvolvidas e indicadas para atletas que precisam repor nutrientes gastos em treinamentos intensos, como proteína, aminoácido e gel de carboidrato. Mais de 80% deles compram e ingerem os produtos sem recomendação médica ou nutricional.

Os dados, obtidos com base em entrevistas com 201 jovens de redes de academias de São Paulo, mostram erros e exageros de todos os tipos no consumo dessas substâncias, que provocam danos à saúde se ingeridas sem necessidade, em doses erradas e por um prazo muito longo - praticamente o que é feito por grande parte dos usuários pesquisados. Para agravar o quadro, o levantamento indica que quanto mais jovens maior é o uso de substâncias desse tipo.

Homens tendem a consumir mais suplementos do que mulheres, sem contar que muitos deles relataram ter amigos ou familiares que também usam os produtos. “Trabalhei por muitos anos como coordenadora nutricional de academias e via como o consumo de suplementos alimentares era descontrolado, as pessoas tomam coisas que nem sabem para o quê serve, e muitas delas sem nenhuma comprovação científica”, explica a autora da pesquisa, a nutricionista Márcia Daskal.

Segundo Márcio o jovem que malha quatro vezes por semana, de uma a duas horas, em mais de 90% dos casos não precisa tomar suplemento. Os diversos tipos de suplemento existentes no mercado, parte deles nacional, muitos importados e outros sem registro, são indicados para atletas profissionais que têm uma rotina de sete a nove horas de treino diário. No caso deles, que chegam a gastar mais de 5 mil calorias de uma só vez, a reposição por meio de suplementos auxilia a manter o desempenho no esporte de maneira equilibrada. É o caso de maratonistas, nadadores e corredores.

Fonte: Abril.____________________________________________________________________
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Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Jovens são mais afetados pela piora do mercado de trabalho, diz IBGE

A piora do cenário no mercado de trabalho em março afetou, sobretudo, os mais jovens e com escolaridade entre 8 anos e 10 anos de estudos. A Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a desocupação tem afetado também integrantes do domicílio que não são o chefe da família. A taxa de desocupação para os jovens entre 16 anos e 24 anos atingiu 21,1% em março, acima dos 18,9% de fevereiro e o maior patamar desde os 21,7% de agosto de 2007.

" É o grupo que mais sofre com a crise, por causa da falta de qualificação e da falta de experiência " , afirmou Cimar Azeredo, gerente da PME. Azeredo destacou também que aqueles com escolaridade entre 8 anos e 10 anos de estudo - que terminaram o ensino fundamental, mas não concluíram o ensino médio - têm a maior taxa de desocupação, de 11,3% em março, contra 10,3% em fevereiro. O resultado de março para este grupo é o maior desde os 11,6% de abril de 2008.

Já para aqueles com escolaridade superior a 11 anos de estudo, a situação é apenas um pouco melhor, com desocupação na faixa de 9,2% em março, contra 8,6% em fevereiro. Azeredo lembra que é nessa faixa que se encontra o estudante universitário com menos de 24 anos, que procura trabalho, mas sofre com a falta de experiência. Para aqueles com menos de 8 anos de estudo, a taxa de desocupação passou de 7% em fevereiro para 7,1% em março. " Este grupo encontra emprego no setor informal, com salários menores " , explicou Azeredo.

O técnico do IBGE notou que o mercado de trabalho este ano mostra uma evolução inferior ao que se via nos últimos anos, sobretudo em 2008. Azeredo recordou que, nos últimos anos, a desocupação se mantinha estável ou caía em março, ao passo que a alta para 9% observada em março de 2009 está em linha com o desempenho em 2003 e 2004, quando o país sofria efeitos da crise econômica de 2002. " Todo processo do mercado de trabalho se dá como um reflexo do cenário econômico. Se o cenário está em crise, vai ter reflexo disso no mercado de trabalho " , ponderou.

Fonte: O Globo.____________________________________________________________________
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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

'Vício' em games tem efeitos negativos sobre família e escola, diz pesquisa

Estudo acompanhou 1.178 crianças e jovens nos Estados Unidos.Cerca de 10% dos 'gamers' apresentaram sintomas de vício.
Cerca de 1 em cada 10 jogadores de videogames mostram sinais de vício que podem ter efeitos negativos sobre a família, amigos e desempenho escolar, afirma pesquisa divulgada nos Estados Unidos.
Pesquisadores da universidade estadual de Iowa e do Instituto Nacional de Mídia e Família descobriram que alguns jogadores mostram pelo menos seis sintomas de vício apresentados também por viciados em jogos de azar, como mentir para família e amigos sobre o tempo que passam jogando. Eles também usam os jogos eletrônicos para fugir de seus problemas e tornam-se irritados quando deixam de jogar.
Além disso, os jogadores também deixam de fazer deveres da escola ou passam muito tempo envolvidos com os jogos, apresentando trabalhos escolares de baixa qualidade. "Apesar de a comunidade médica não reconhecer o vício em videogames como uma desordem mental, este estudo será um de muitos que nos permitirá uma discussão sobre os efeitos positivos e negativos dos videogames", afirmou o doutor Douglas Gentile, professor assistente de psicologia da universidade de Iowa.

Games de azar
Os pesquisadores, que acompanharam 1.178 crianças e adolescentes dos Estados Unidos com idades entre 8 e 18 anos, descobriram que alguns deles mostraram pelo menos seis dos 11 sintomas de vício patológico demonstrados por usuários compulsivos de jogos de azar, segundo a Associação Americana de Psiquiatria.
Os jogadores viciados em videogames passaram 24 horas por semana na frente da tela, duas vezes mais que usuários casuais. Alguns jogadores viciados roubam para sustentarem o vício, segundo a pesquisa que será publicada no periódico Psycological Science.
"Apesar de os videogames serem divertidos, algumas crianças estão tendo problemas. Eu continuo a ouvir famílias preocupadas sobre os hábitos de jogo de suas crianças. Não somente precisamos nos concentrar em identificar o problema, como também precisamos encontrar maneiras de ajudar as famílias a evitar e tratar isso", disse David Walsh, presidente do Instituto Nacional de Mídia e Família.

Fonte: G1____________________________________________________________________
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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Pesquisas abordam os fios e autoestima

Para entender melhor o apego da mulher aos seus cabelos, no ano passado a marca de xampus Seda, líder no segmento, realizou uma pesquisa global com 500 mulheres do Brasil, Estados Unidos, México, Índia, Tailândia e Rússia. Não deu outra: segundo 90% das entrevistadas, os cabelos podem transformar instantaneamente o visual de uma mulher. "Com a amplitude da pesquisa, descobrimos que, independentemente da nacionalidade ou cultura, a relação das mulheres com seus fios é bem parecida. Para se ter uma ideia, mais de 40% das entrevistadas acham que os cabelos são o item mais importante da aparência, antes mesmo de roupas, maquiagem e pele", comenta Simone Simões, diretora de marketing da categoria Hair da Unilever.

Autoestima também conta. De acordo com o estudo, no Brasil, 42% das entrevistadas garantem já ter ficado o dia inteiro em casa por causa da insatisfação com as madeixas, e 33% delas dizem também ter cancelado um encontro pelo mesmo motivo. Outro destaque: quase 50% das garotas entrevistadas sentem que, quando estão infelizes com seus cabelos querem se esconder do mundo.
Ter o cabelo bonito e bem tratado é o desejo de toda mulher brasileira, aponta um outro estudo, realizado pela empresa de cosméticos Embelleze. Conduzida pelo antropólogo e especialista em marketing Clotaire Rapaille, a pesquisa reuniu dez grupos de mulheres no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, e a maioria apontou os cabelos como regulador da autoestima.
Como exemplo desse universo, a dona de casa carioca, Marlucia Freire, de 42 anos, com três filhos, participou de uma promoção tipo "antes e depois", usando um produto da marca, e conta que o resultado foi o primeiro passo para recuperar sua autoestima, que estava lá embaixo:
- Fui casada por 20 anos e me separei. Fiquei tão feliz com o novo cabelo que passei a curtir maquiagem e emagreci 20 quilos naturalmente.

Fonte: Estadão.com____________________________________________________________________
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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Pesquisa revela que um quinto dos brasileiros bebe álcool em excesso

A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde, revelou que quase um quinto da população brasileira bebe em excesso. O consumo abusivo atingiu um porcentual de 19%, maior do que havia sido registrado na primeira versão do estudo, feita em 2006. Naquele ano, 16,1% da população consumia bebidas alcoólicas de maneira abusiva. A tendência de aumento é constatada principalmente entre mulheres de maior escolaridade.

Segundo a coordenadora da área de Doenças e Agravo Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta, o número é preocupante. A pesquisa, feita ao longo de 2008 com 54,3 mil pessoas, não analisa as causas desse aumento. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, no entanto, arrisca uma interpretação para o fato de o risco aumentar principalmente entre as mulheres: “O fenômeno é resultado de uma série de fatores, como independência e, maior participação do mercado de trabalho.”
Apesar do aumento do abuso de bebida entre mulheres nos últimos anos, o porcentual de homens com mesmo comportamento é ainda três vezes maior. Nesta edição do Vigitel, 29% disseram ter bebido no último mês mais de 5 doses de bebida, em uma única oportunidade. Entre mulheres, esse porcentual foi de 10,5%. Assim como ocorre na associação entre álcool e direção, os jovens são os que têm maior risco de consumir de forma excessiva a bebida. Entre homens com 18 e 24 anos, 29,1% afirmaram ter esse tipo de comportamento. As informações são do Jornal da Tarde.

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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

FGV: classes A, B e C sentem mais os reflexos da crise

As classes A, B e C foram as que mais sofreram com os reflexos da crise no Brasil nos primeiros dois meses do ano. Os indivíduos pertencentes a este grupo aumentaram, em muito, a probabilidade de migração para as camadas mais pobres da sociedade. De acordo com levantamento divulgado hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), entre setembro e dezembro do ano passado a chance de decadência de integrantes dessas classes para as D e E era de 2%, risco que saltou para 12% entre janeiro e fevereiro de 2009.

A probabilidade de migração para baixo foi ainda maior para os indivíduos das classes A, B e C ocupados no setor financeiro. De acordo com a pesquisa - que usa como base os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE - entre setembro e dezembro de 2008 a chance era de 9% de queda. Já no primeiro bimestre de 2009, o risco atingia 13,5%. Movimento similar foi observado para os empregados da indústria, que viram suas chances de decadência aumentar de 2,7% para 4,1% em iguais períodos.

"Estes números comprovam que a crise bateu forte entre os profissionais qualificados e com salários mais altos", resume o economista Marcelo Néri, responsável pelo estudo. O risco de encolhimento na classe C põe em xeque um dos carros-chefes do governo Lula, que foi o aumento da classe média no País.

O mês de fevereiro consolidou a mobilidade social observada em janeiro. A pesquisa mostra que as classes A e B diminuíram sua participação no País, conforme antecipado em reportagem publicada no último domingo pelo jornal O Estado de S. Paulo. Em dezembro do ano passado, a fatia dos mais ricos era de 15,3%, patamar que recuou para 14,91% em janeiro e 14,84% em fevereiro.

A classe C, que abriga o maior número de brasileiros, perdeu espaço de dezembro para janeiro - de 52,81% para 52,64% -, mas manteve-se estável em fevereiro (52,67%). "Outro aspecto negativo diz respeito à interrupção no movimento de pessoas saindo das classes D e E rumo à C. No primeiro bimestre do ano, estes grupos ficaram praticamente estagnados, respectivamente, em 13,67% e 18,82%", ressalta Néri.

Diante desta estagnação dos mais pobres, houve aumento da desigualdade social, medida pelo Índice de Gini. Nos primeiros dois meses deste ano, a desigualdade já apresenta expansão de 0,55%. Movimentação inversa à observada em 2007, início do processo de expansão da classe C, quando houve queda de 0,16% no degrau entre ricos e pobres. No ano passado, a redução das diferenças foi ainda maior: 2,18%.

"Ainda é cedo para dizer que já entramos em uma trajetória de crescimento das desigualdades. Temos que aguardar os números dos próximos meses para ver como esta variável vai se comportar. Isso vai depender do ritmo das demissões e a velocidade da retomada da economia", explica o economista.

Fonte: Editora Abril____________________________________________________________________
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Pesquisa mostra que paulistano vai ao shopping toda semana

Morador de SP passa, em média, 1 hora e 18 minutos no shopping. Estudo foi realizado em fevereiro e março em seis cidades do Brasil. Lojistas de shoppings de São Paulo não têm do que reclamar: o paulistano é o que compra com mais frequência em comparação com moradores de outras cidades. Segundo avaliação feita pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento de Mercado (IPDM), encomendada pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), metade das pessoas que vivem na capital paulista compra algo quando vai ao shopping. E mais: o paulistano costuma comprar mais do que tinha previsto quando colocou o pé no local.
A pesquisa foi realizada entre 11 de fevereiro e 9 de março deste ano em seis cidades: Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Porto Alegre, Rio de Janeiro e em São Paulo. Mais de 3 mil pessoas foram entrevistadas no período, e o resultado da pesquisa mostrou que 62% dos entrevistados em São Paulo vão, em média, uma vez por semana ao shopping. A média brasileira é um pouco maior: 64%. O tempo gasto no local é de 1h18 minutos, o mesmo que os cariocas e menos que os moradores de Belo Horizonte, com 1h26 minutos, em média.

Cliente 'encantado'
Segundo a pesquisa, o paulistano é o consumidor menos “encantando” com os shoppings que costuma frequentar. De acordo com Antônio Carlos Ruótolo, diretor do IPDM, “encantado” é o cliente "mais que satisfeito com um shopping". “O cliente ‘encantado’ é o que tem envolvimento com o shopping, fala bem dele, vai mais e costuma comprar sempre lá. O paulistano costuma ser mais exigente.”, observa Ruótolo. Essa falta de compromisso, ou “encantamento”, é o que acontece com Cleuza Ribas, de 55 anos. Ela conta que costuma ir a quatro shoppings diferentes, todos na Zona Sul de São Paulo. “Eu costumo ir a shopping para comprar alguma coisa específica ou aproveitar as liquidações”, diz.

Cleuza, que tinha ido ao Shopping Morumbi, na Zona Sul da capital paulista para comprar ovos de Páscoa, acabou saindo de lá com mais duas sacolas com compras que não eram planejadas, típico de um consumidor paulistano, ou melhor, de 71% dos entrevistados para a pesquisa. “É assim mesmo. A gente vai resolver algo e acaba olhando uma vitrine aqui, outra ali...” Trabalhar em shopping não é empecilho para que o local também seja considerado um destino de lazer. As amigas Suzy Suzart, de 25 anos, e Vanessa Cunha, de 23 anos, trabalham de segunda a sábado como consultoras de visual em uma loja. Nos dias de folga, as duas contam que não pensam em outro lugar para ir que não seja um shopping. “Em média, eu vou umas duas vezes por semana a algum shopping por lazer, principalmente para jantar ou ir ao cinema”, conta Suzy. “A gente se sente mais segura. O conforto e a variedade de lojas me fazem preferir ir a algum shopping do que a uma loja de rua”, complementa Vanessa.

Brasil
Segundo a pesquisa, os moradores de Porto Alegre são os que mais gastam quando compram: R$ 184, em média. O índice nacional é de R$ 140, e o do paulistano, R$ 154. Apesar da crise econômica que assola o mundo, o brasileiro passou a gastar mais que há três anos, quando foi feita a última edição da mesma pesquisa. A média passou de R$ 15, em 2006, para R$ 23, em 2009. A praça de alimentação também passou a ser mais procurada. Em 2006, 10% dos frequentadores iam à área destinada a refeições. Neste ano, o índice passou para 12%. Os paulistanos, no entanto, procuram a praça de alimentação ainda mais: 15%.

Fonte: G1.____________________________________________________________________
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Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Lei do mínimo esforço

Há pouca atividade acadêmica fora das salas de aula das universidades brasileiras. A maioria dos universitários estuda o mínimo em casa, não ultrapassando duas horas por semana, e não se dedica a atividades extraclasse nem à iniciação científica. O quadro, considerado por especialistas preocupante para as áreas de pesquisa e extensão acadêmicas, foi verificado nas repostas de estudantes concluintes ao questionário socioeconômico do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que mede o rendimento dos alunos dos cursos de graduação.

Entre 2005 e 2007, o Enade avaliou 50 cursos e procurou descobrir como se comportam os estudantes. Em 42 cursos (84% do total) o exame verificou que a maioria dos estudantes se formou sem desenvolver nenhum tipo de atividade acadêmica além daquelas obrigatórias. Com relação à iniciação científica, em 43 cursos (86%) a maioria respondeu que não se envolveu em projeto de pesquisa, por falta de interesse ou de oportunidade.

Nos cursos com baixa participação em atividades de iniciação científica, o relatório do Enade mostra que o “resultado é muito preocupante, tendo em vista que os pilares da educação superior estão baseados no entrelaçamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão.” Diante do porcentual elevado de alunos concluintes que declararam não ter participado de nenhuma atividade acadêmica extraclasse, o documento aponta ainda a necessidade de as instituições de ensino superior investirem mais nas atividades de pesquisa, extensão e monitoria. Os dados do Enade de 2006 apontam ainda que 56,6% dos concluintes consideram que o curso deveria ter exigido mais do aluno e 39,5% acham que a exigência foi na medida certa. Somente 3,8% opinaram que ele deveria ser menos exigente.

Horas de estudo
Em 26 cursos, a maioria dos universitários disse se dedicar ao estudos, excetuando as aulas, uma a duas horas por semana – o tempo mínimo entre as opções. Outros 22 declararam ter estudado de três a cinco horas. Somente dois cursos ultrapassam oito horas por semana: Medicina (41,2%) e Arquitetura e Urbanismo (32,3%). “Nosso curso é bem puxado. Todo dia à tarde tenho trabalho para fazer, teórico e maquete. Na semana passada cheguei às 7 horas na faculdade e fiquei até as 22h30 fazendo maquete”, aponta a estudante de Arquitetura Isabelle Schoenberger.

Estudantes ouvidos pela reportagem concordaram que uma a duas horas por semana é um tempo curto de estudo. “Estudo quatro horas por dia e sinto necessidade de me aprofundar ainda mais”, afirma a aluna do segundo período de Psicologia Maria Cristina Ferreira, que pretende se dedicar à iniciação científica. “Faço só faculdade e consigo me dedicar. Se trabalhasse, estudaria menos.” Dos 50 cursos avaliados, em 30 a maioria dos estudantes disse que trabalha.

Universidades pagas
Grande parte dos estudantes que responderam ao questionário é de universidades privadas, o que influenciou nos resultados, segundo Antônio Lisboa Leitão de Souza, coordenador do grupo de trabalho de política educacional do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). Ele aponta que 90% da atividade de pesquisa no Brasil é feita em universidades públicas, financiada pelo Estado e com a responsabilidade de repassar à sociedade o investimento feito. De acordo com Souza, as instituições privadas “não oferecem nem priorizam, tampouco valorizam pesquisa e extensão”.

“A expansão desenfreada no fim dos anos 90 no ensino superior foi majoritariamente no setor privado e foi uma expansão meio descontrolada numa esfera privada, que não tem interesse em atividade de pesquisa. Como são instituições que têm fins lucrativos, fizeram da educação uma mercadoria e passaram a vender diplomas simplesmente”, afirma o professor. Ele critica que as instituições privadas não fazem pesquisa e não são cobradas pelo Ministério da Educação por isso.

Para Souza, todos perdem com a falta de pesquisa e extensão. O primeiro “perdedor” seria a sociedade, que receberia um profissional pouco qualificado. Já o aluno, segundo o professor, entra no mercado de trabalho com grau de qualificação aquém do que teve oportunidade e a instituição não se firma como produtora de conhecimento.

A professora aposentada da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Bartira Cabral da Silveira Grandi concorda que estudantes, professores e a comunidade são afetados pela falta de pesquisa nas universidades. Para Bartira, os alunos que conseguem bolsas de iniciação científica, que são poucas na opinião dela, adquirem uma formação diferenciada. “Eles têm uma formação mais completa. Acredito que, para aquele aluno que vai fazer mestrado e doutorado, o fato de ter feito iniciação científica o deixa mais preparado.”

Pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedores do Ensino Superior com instituições particulares verificou que entre as universidades 91% disseram atuar em pesquisa e iniciação científica. Entre os centros universitários, 73% apontaram estar engajados nestas práticas. O estuso conclui que “por fazer parte das exigências legais da sua configuração acadêmica” as universidades têm uma estrutura bastante desenvolvida no que se refere à pesquisa e iniciação científica.

Fonte: Gazeta do Povo.____________________________________________________________________
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Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Nem trem, nem ônibus, nem carro. Maioria ainda vai é a pé

O morador da Região Metropolitana de São Paulo utiliza mais o próprio carro do que os ônibus, mais os ônibus do que o metrô, mais o metrô do que os trens. Também se desloca cada vez mais em motocicletas, em veículos escolares, em bicicletas. E cada vez menos nos táxis. Mas para o morador do maior conglomerado urbano da América Latina, a julgar pelo número de viagens realizadas num dia, o meio de transporte mais comum continua sendo o mais simples - esse morador ainda anda, e muito, a pé.

Os números da última pesquisa “Origem e Destino” permitem entender essa dinâmica. A partir deles se percebe, por exemplo, que o reinado do carro individual está enfraquecendo. Em 2007, foram 10,4 milhões de viagens de carro diárias pela região metropolitana - um aumento de 8,3% em relação à pesquisa anterior, de 1997, quando o número de viagens por dia foi de 9,6 milhões.

Trata-se, porém, de uma tendência de aumento muito inferior à ascensão verificada no número de viagens de ônibus, o transporte coletivo mais utilizado. Em 2007, foram cerca de 9 milhões de deslocamentos diários de ônibus, ante 7,2 milhões de viagens por dia em 1997 - aumento de 25%, três vezes superior ao verificado nas viagens individuais de carro. Isso tudo, considerando aumento de 16% na frota de automóveis.

Para economistas ouvidos pelo Estado, a explicação está no aumento da oferta de emprego (de 6,9 milhões de pessoas ocupadas em 1997 para 9 milhões, dez anos depois). “Como temos base larga na pirâmide de renda, quando a população dessa faixa consegue melhorar um pouco o faturamento mensal o transporte coletivo já se torna possível. A dificuldade é muito maior, por exemplo, para a população que está acima conseguir comprar um carro”, explica o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Alexandre Gomide, ex-diretor da Secretaria Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades. “Além disso, só se desloca quem tem o que fazer, onde trabalhar.”

Ir ao trabalho e voltar é, de fato, a razão maior das viagens - envolve cerca de 17 milhões (44,5%) dos 38,2 milhões de deslocamentos (motorizados ou não) por dia. Educação vem logo atrás, como motivação para 13 milhões de viagens (34% do total). Notam-se, também, algumas surpresas, nos hábitos de deslocamento do morador da região metropolitana: como explicar, por exemplo, que o número de viagens a lazer tenha diminuído nesse espaço de dez anos ou que o número de deslocamentos destinados a compras tenha permanecido no mesmo patamar, com aquecimento da economia e tudo? “Por segurança, ou para não enfrentar congestionamentos, as pessoas podem estar preferindo o lazer doméstico. As casas, hoje, estão realmente mais confortáveis”, afirma Gomide. “Até mesmo para compras pelo serviço eletrônico.”

Os números da pesquisa redescobrem, também, a figura do pedestre. Dos 38,2 milhões de deslocamentos diários, exatamente um terço (12,6 milhões) é realizado, simplesmente, a pé. “Mostra a importância de oferecer boa infraestrutura, com sinalização e espaço adequados, a quem circula pela cidade”, avalia o consultor Flamínio, especialista em engenharia de tráfego. A OD também registra que a hora do almoço é o momento em que os pedestres reinam mais absolutos nas ruas, quando suas viagens correspondem, sozinhas, a 50% do total de deslocamentos.

Motos
Veículo mais notado na metrópole e seus arredores, a motocicleta cumpre seu papel na pesquisa: trata-se do meio de transporte que mais registrou aumento (388%) no espaço de dez anos - de 145.651 viagens em 1997 para 710.638, em 2007. “Reflete o que vemos nas ruas”, afirma Fichmann. “São milhares de pedestres atravessando as faixas, milhares de motos cruzando as vias.”

Só os taxistas perderam passageiros desde 97
Enquanto as viagens de ônibus, metrô e trem aumentaram a taxas de dois dígitos, o táxi - cuja frota, de 33,7 mil carros apenas na capital é a terceira do mundo - amargou diminuição no número de deslocamentos, na comparação entre os dez anos que separam as pesquisas. Em 1997, houve 103.397 deslocamentos diários de táxi na região metropolitana, ante 91.043 em 2007, diminuição de 11,95%. Foi a única queda registrada entre os nove meios de transporte analisados na “Origem e Destino”.

Para pesquisadores, a queda é motivada, principalmente, pelo alto preço da “corrida” na cidade. “Comparando com outras capitais, como Buenos Aires, o preço aqui é absurdo. Como hoje há mais opção, o passageiro vai de metrô ou ônibus”, avalia o consultor de tráfego Flamínio Fichmann. Para o pesquisador Alexandre Gomide, do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), a queda é reflexo de melhorias na economia. “Hoje, as pessoas que tinham condição de pagar eventualmente para sair de táxi já têm meios para comprar seu carro.” Para o Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, a queda aconteceu por “coincidência geográfica”. “A maioria dos pontos (22 mil) fica no centro, cujas linhas de metrô e ônibus aumentaram nos últimos dez anos”, avalia Natalício Bezerra, presidente da entidade.

Também chama a atenção o aumento no número de viagens de bicicleta, na comparação entre os dois períodos - em 2007, o número de deslocamentos diários foi 305.052, aumento de 87% em relação a 1997 (162.461). “Sinal de que a população pensa mais em meios de transporte ambientalmente corretos”, afirma Gomide. “A tendência para 2017 é que esse modo de transporte apareça com mais força na próxima pesquisa”, disse Raul Borges, do Departamento de Geografia da Unesp de Presidente Prudente.

Fonte:Estadão SP.____________________________________________________________________
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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

Pesquisa analisa perfil do consumidor de telefonia móvel das classes D e E

Estudo da Ipsos mostra que consumidores dessas classes sociais têm aparelhos pré-pagos compartilhados com outras pessoas. Uma pesquisa realizada pela consultoria Ipsos, em parceria com a Ericsson, identificou que a característica predominante do uso do celular nas classes D e E é de aparelhos pré-pagos, sem acesso à internet, compartilhado com outras pessoas e que basicamente são usados para fazer e receber chamadas e/ou mensagens de texto.

A pesquisa quantitativa – com 700 entrevistas pessoais – foi realizada por meio de questionário estruturado e com abrangência nacional das classes D e E. O objetivo do estudo, segundo a fabricante de equipamentos de telecomunicações, tem o objetivo de auxiliar as operadoras a desenvolver produtos específicos para cada público-alvo. Segundo o estudo, o celular acaba sendo a porta para a inclusão dessas pessoas no mundo moderno, ainda que elas não façam questão de usufruir todas as funcionalidades disponíveis, pois têm pouca familiaridade com outros serviços e funcionalidades.

A análise mostra que 45% dos participantes do estudo possuem celular e 54% já usaram um aparelho do tipo. A telefonia fixa tem 12% de penetração entre os respondentes. De acordo com a pesquisa, 65,6% levam pelo menos cinco anos para trocar de terminal, devido à baixa renda e ao desconhecimento das inovações tecnológicas.

A penetração de computador e internet no domicílio ainda é baixa: 6% têm acesso a computador e 3% à internet. Apesar disso, 31% já usaram um computador e 25% já acessaram a internet. Este número sobe para 81% entre as pessoas que já usaram computador. A principal barreira para o uso do computador é a posse do PC, devido à falta de renda para adquirir um micro.

Fonte: Computer World.____________________________________________________________________
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