Sexta-feira, 13 de Março de 2009

Brasileiros e estrangeiros diferem na hora de cortar gastos, mostra pesquisa

No Brasil, redução na conta de telefone é a maior preocupação.Já nos outros países, adiamento na compra de roupas novas é prioridade.
Quando a crise aperta é preciso ajustar o orçamento. No entanto, pesquisa feita pela consultoria Nielsen junto a 28 mil pessoas, de 52 países, mostrou que o brasileiro é bem diferente dos outros consumidores na hora de cortar gastos. Enquanto a maioria das família tem a diminuição na compra de roupas novas como a principal preocupação, os brasileiros priorizam a redução na conta de telefone.
Um exemplo da necessidade de cortar gastos vem da professora de inglês Cilene Paschoal. Depois de perder alunos nos últimos dois meses, ela passou a comprar roupas em lojas mais simples e instalou lâmpadas econômicas para reduzir a conta de luz. "Ficamos vigiando que quando o cômodo fique vazio, as lampadas sejam apagadas, o ventilador de teto seja desligado, e vamos controlando”, diz ela.

Redução no consumo
Na pesquisa feita pela consultoria, o gasto com energia é o segundo que os consumidores do Brasil e do mundo reduzem em momentos de aperto. Mas as coincidências terminam por aí.

Diminuir a compra de roupa nova é a prioridade para a maioria das famílias de outros países. No Brasil, o ítem aparece apenas em terceiro lugar. Já a redução da conta do telefone, décima preocupação na média mundial, é a primeira dos brasileiros. A família de Cilene, por exemplo, agora usa aparelhos da mesma operadora para pagar menos.

No supermercado
As compras no supermercado são um dos últimos ítens do orçamento que as pessoas pensam em cortar. E quando chega a hora de economizar também no mercado, os consumidores têm uma estratégia que varia de acordo com o aperto no orçamento, segundo a pesquisa.

A primeira reação é reduzir o volume das compras. Mas, se a situação fica mais difícil, o consumidor escolhe marcas mais baratas. "Tem que se virar", diz um dos consumidores locais". E, finalmente, se não resolver, ele deixa de levar o produto. "Eu ia levar a carne, mas como estava muito cara, resolvi levar o frango", afirma outra consumidora.
“O consumidor não corta tudo de uma vez . Ele vai seguindo esse processo, essas fases, esses níveis, essas camadas no processo de tomada de decisão”, explica João Carlos Lazzarini, responsável pela pesquisa. Mas existem produtos que nem arrocho do orçamento tira da mesa do brasileiro. “Arroz e feijão. Com certeza é o carro-chefe. Aliás, é o meu prato preferido”, conclui uma consumidora.
Fonte: G1____________________________________________________________________
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