Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Um tímido “sim” à União Europeia

Menos da metade (49%) dos eleitores suíços é favorável à renovação e à ampliação dos acordos de livre circulação de cidadãos da União Européia (UE) no país. Isso é pouco, mas deverá ser suficiente para uma vitória da turma do “sim” no plebiscito de 8 de fevereiro próximo, porque os defensores do “não” tem apoio de apenas 40%. Os restantes 11% ainda estão indecisos, conforme mostram os números de uma pesquisa de opinião realizada pela Sociedade Suíça de Radiodifusão (SRG), à qual pertence também o portal swissinfo.ch.
A Suíça tem uma relação complexa com a União Europeia. O país decidiu não ingressar no bloco, mas não consegue viver sem ele, que é seu principal parceiro comercial. Muitas empresas helvéticas dependem da mão-de-obra dos países vizinhos, mas o maior partido do país (a UDC, direita nacionalista) teme uma invasão de estrangeiros e faz campanha contra a renovação dos acordos. Uma rejeição e revogação dos acordos isolaria ainda mais o país, que é uma ilha cercada por países da UE, e tornaria incerto o futuro de mais de um milhão de europeus que trabalham na Suíça.
Querendo ou não, através de acordos bilaterais assinados em 1999 e em 2004, cuja prorrogação agora depende de aprovação nas urnas, a Suíça está com um pé na UE e vê o ingresso definitivo como uma “opção de longo prazo”. Como integrante do “Espaço Schengen”, já é fronteira externa do bloco. Em algumas áreas, como é o caso do boicote à tripa bovina brasileira, Berna é obrigada a cumprir determinações de Bruxelas. Em outras, como na questão do sigilo bancário, é cada vez mais pressionada pela UE a adaptar suas leis à legislação europeia.
Fonte: Blog Coisas da Suíca______________________________________
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