Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

Mais de 70% da população brasileira quer jornalista com diploma

A pesquisa de opinião nacional CNT/Sensus, divulgada dia 22, em Brasília, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), registra que a grande maioria da população brasileira é a favor da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Dos dois mil entrevistados em todo Brasil, 74,3% se disseram a favor do diploma, 13,9% contra e 11,7% não souberam ou não responderam.

Os dados foram muito comemorados pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e pelos sindicatos de jornalistas. Para o presidente da Fenaj, Sergio Murillo de Andrade, este é melhor apoio que a campanha poderia obter e o resultado da pesquisa renova as forças dos que lutam pela regulamentação profissional. Esses números da pesquisa CNT/Sensus mostram que a população brasileira tem a real dimensão da importância do jornalismo para o País e que quer receber informações de qualidade, apuradas por jornalistas formados.

Murillo afirmou, também, que esses dados ficam ainda mais importantes com aproximidade da votação da exigência do diploma pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e espera que ministros percebam o desejo da sociedade. O STF tem a chance de mostrar à população que anda junto com seus anseios, reconhecendo que jornalismo precisa ser feito por profissionais com formação teórica, técnica e ética e que o jornalismo independente e plural é condição indispensável para a verdadeira democracia.

No Maranhão, a diretora de Relacionamento Institucional da Fenaj, Edvânia Kátia, lembrou a campanha pela regulamentação profissional. "Esclarecer a sociedade sobre o papel do jornalista para a sociedade é uma missão de todos nós, que exercemos esta profissão. A campanha está nas ruas. Podemos participar de diversas formas", convida a diretora.

A Pesquisa CNT/Sensus quis saber, também, o que a população acha da criação do Conselho Federal dos Jornalistas. Para a pergunta: o sr. (a) acha que deveria ou não deveria ser criado um Conselho Federal dos Jornalistas para a regulamentação do exercício da profissão no País – como as OAB's para os Advogados e os CREA's para os Engenheiros - o resultado foi que 74,8% acham que o Conselho deveria ser criado, 8,3% que não deveria ser criado, para 6,5% depende e 10,4% não sabem ou não responderam. A última pergunta relacionada ao tema foi sobre a credibilidade das notícias. Parte dos entrevistados, 42,7%, disseram que acreditam nas notícias que lêem, ouvem ou assistem, 12,2% que não acreditam, 41,6% que acreditam parcialmente e 3,5% não sabem ou não responderam.

O estudo foi realizado de 15 a 19 de setembro, com dois mil questionários aplicados em cinco regiões brasileiras e 24 estados, com sorteio aleatório de 136 municípios pelo método da Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT). A margem de erro é de mais ou menos 3%.

Fonte: Ascom/UFMA
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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Pesquisa é diferencial competitivo para criar e vender

Fonte: Mundo do Marketing

Muitas pessoas ainda vêem a pesquisa como um instrumento capaz de monitorar fases isoladas de um produto: principalmente as oportunidades de mercado e a aceitação do público. No entanto, já há algum tempo grandes empresas investem em seus próprios departamentos de testes ou mesmo contam com a ajuda de institutos especializados para assegurar questões que incluem desde conceito de marca e produto, opinião e testes de qualidade.
As vantagens para os profissionais são inúmeras: mais segurança e competitividade no mercado são algumas delas. O segredo, segundo os especialistas, é saber usar a metodologia correta.

“A pesquisa não é uma ferramenta que o marketing utiliza para realizar suas idéias”, critica Dulce Perdigão, Sócia-Diretora da Test of the Future ao explicar que é preciso saber interpretar o que os resultados indicam.

Ela explica que existem 17 diferentes tipos de pesquisa, mas que pelo menos dois são essenciais: a pesquisa iluminativa e a pesquisa avaliativa. A primeira tem como objetivo “iluminar” o caminho a ser seguido e a segunda de avaliar o funcionamento estratégico.

A pesquisa pode (e deve) se tornar uma vantagem competitiva se os dados forem bem aproveitados desde o monitoramento de tendências à satisfação dos consumidores. “Ter informação não é vantagem competitiva, mas sim saber utilizar”, atesta em entrevista ao Mundo do Marketing.

Diferencial para planejar
Para Dulce, o segredo de grandes marcas como Omo, Seda e Lux, da Unilever é conhecer e entender o consumidor e, deste modo, garantir que ele obtenha o que espera.

Ao contrário do shampoo “Cabelo e Pontas”, por exemplo, que acabou fora do mercado porque a empresa foi incapaz de prever o sucesso e enfrentou problemas de distribuição. Problema este que poderia ter sido solucionado com a ajuda de pesquisas.

Rodrigo Toni, presidente da empresa de pesquisa Ipsos, também chama a atenção para como o investimento em pesquisa se tornou um investimento em segurança. Seja em departamentos de pesquisas nas grandes empresas ou com a ajuda dos institutos, a pesquisa dá subsídios para tomar decisões.

“Nas variáveis em que a pesquisa interfere ela reduz o risco de fracasso”, afirma ao site.

Para Toni, as análises devem participar de todas as etapas de construção de um produto a começar pelo perfil do consumidor. No caso de produtos estrangeiros é recomendável testes que possam indicar, por exemplo, a identificação com o paladar ou mesmo o nome do produto, como o modelo Ford Pinto, nos anos 70.

Monitorando o público
A pesquisa possui instrumentos para participar de todas as etapas de construção de um produto. As idéias de novos produtos, o conceito (proposta, benefícios), testes de opinião do consumidor, testes de conceito e produto, posicionamento, mix (marca, conceito, preço, entre outros), quantidade de volume vendido, além das pesquisas trekking que acompanham o desenvolvimento do produto são apenas alguns exemplos.
A Domino’s Pizza é uma das empresas que investe nesta área. Com quatro rodadas de pesquisa ao ano encomendadas ao instituto Netbranding, a empresa planeja suas ações. A massa Finíssima é conseqüência de uma destas análises. No estudo, 62% dos entrevistados afirmaram que preferem massa fina e crocante, com muitos ingredientes, queijo e molho. O resultado foi o sucesso da ação que ao ser lançada chegou a representar 25% das vendas e 30% no relançamento.

Outros levantamentos que incluem promoções com refrigerante e sorvete também foram definidos por pesquisas e também são sucesso. “O importante é saber antecipar as necessidades e analisá-las a fundo. Com isso, temos mais de meio caminho andado”, constata Roberto Fiani, Diretor Geral da Domino’s Pizza.
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Clientes de TV pela internet crescem 64% em 2008

As assinaturas mundiais de plataformas de televisão pela internet estão a caminho de alcançar 19,6 milhões de clientes em 2008, o que representa um aumento de 64% sobre o ano passado, de acordo com analistas da Gartner. É previsto que o faturamento de televisão transmitida por protocolo de internet (IPTV) atinja 4,5 bilhões de dólares, uma alta de 93,5% em relação a um ano antes. O Leste Europeu apresenta o maior número de assinantes de IPTV e os Estados Unidos representam o maior mercado em receitas.

A empresa prevê que 1,1% dos domicílios do mundo usarão IPTV em 2008, e espera que esse número aumente para 2,8% até 2012.

"A maior mudança desde 2007 é o rápido advento de novos personagens atuando no mercado de consumo de vídeo e pressionando com forte demanda os operadores de IPTV a inovar", disse o pesquisador Elroy Jopling, da Gartner.

O instituto de pesquisas citou como parte dos novos competidores portais como o YouTube e o Joost e redes sociais como o MySpace e o Facebook.

"Antes de 2008, e ênfase dos operadores de IPTV estava na expansão de sua marca e na tentativa de achar uma solução para cabo e satélite", disse Jopling. "No futuro, especialmente nos mercados desenvolvidos, nós veremos uma ênfase em inovação e serviços diferenciados de TV paga".

A Gartner define IPTV como uma rede fornecida por banda larga que propicia imagem de televisão com qualidade e conteúdo de vídeo para TV por meio de um set-top-box. Conteúdo fornecido pela internet ou somente para um computador não é incluído.

Fonte: Reuters
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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

Profissão moderna. Do Futuro? Sem espírito de corpo?

* por Dulce Perdigão

Oxalá encontremos neste espaço oportunidades para desenvolver e promover sentimentos de inclusão, união e motivação, de forma a atrair novos e manter os atuais bons profissionais para fazer desta uma profissão de futuro. Algo assim como a necessidade de agregar os profissionais de Pesquisa de Mercado de modo a que se sintam parte do todo, recebendo as críticas ao todo como dirigidas a cada um individualmente e o todo, por sua vez, reagindo às criticas a seus integrantes como se fossem dirigidas ao seu conjunto. Isto é o que se identifica como espírito de corpo e acontece com os militares, advogados, médicos, entre outras profissões coesas.

Entre os profissionais de pesquisa, existe este espírito? Se é o caso, talvez entre os que trabalham em institutos de pesquisa. Se houvesse, qual seria a reação desses profissionais em relação às barbaridades veiculadas sobre a área pela imprensa escrita e falada, principalmente durante os períodos eleitorais? E sabemos que não são muito diferentes daquelas que se ouve da parte de usuários insatisfeitos quando resultados de pesquisas de mercado dentro das empresas não lhes favorece.

Durante esta última e inusitada campanha para a eleição presidencial, colecionei pérolas jornalísticas (úteis para exercícios de treinamento), que acredito muitos devem ter lido ou ouvido, algumas das quais listo a seguir:

“Na pesquisa divulgada esta semana, o (Instituto) ouviu 31% de eleitores com escolaridade até a 4ª série do ensino fundamental e 34% de eleitores com ensino médio. Na pesquisa anterior, a amostra estava invertida: 35% até a 4ª série e 31% no ensino médio...Será que o (Instituto) manipulou a amostra para favorecer o candidato...?”

“O resultado obtido na pesquisa estimulada foi de 26,8% para (candidato A) e 44,7% para (candidato B). Num caso, o resultado divulgado foi arredondado para cima (27%) e noutro foi para baixo (44%). Esses arredondamentos são uma incógnita. Neste caso, ... (candidato A) foi favorecido.”

“... essas pesquisas são todas manipuladas. Pesquisa de opinião é um ramo de negócio que vende dois tipos de produto aos candidatos no período eleitoral: um é o que pensa o eleitorado, para que as campanhas orientem suas estratégias e decisões; o outro, é alterar o pensamento do eleitorado para favorecer o cliente, para que ele tenha melhores condições de arregimentar apoios e conseguir financiadores...”

“Considerando os números referentes às eleições presidenciais a partir de 1989, a média de acerto é superior a 90%. No entanto, durante o período analisado, a única disputa altamente competitiva foi o segundo turno da disputa de 1989.”

“É provável que, por levarem muito tempo para concluir a coleta dos dados, seguindo à risca as exigências requeridas por esse método (probabilistico puro), acabaram perdendo a dinâmica do processo em curso (?)”.

“O surpreendente é que eles (institutos) consigam resultados semelhantes, que acabam se afunilando no processo eleitoral – talvez pela própria influência das pesquisas na decisão do eleitorado, como uma espécie de profecia que se auto-realiza.”

"...Não tenho dinheiro para contratar nenhuma pesquisa eleitoral. Ou as pesquisas são mentirosas ou meu eleitorado é muito apaixonado porque eu hoje me sinto muito melhor do que estava há tempos..."

Acredito que bem poucos profissionais reagem a estes tipos de comentários (oh, céus! E o erro padrão é de +/- 2%. Neste nível até menor!!!), respondem ao apresentador do programa, mesmo a TV não sendo digital ainda (não há incógnita pro computador!), conversam com o veiculo (Claro! Pois se a margem de confiança é de 95%!) ou demonstram indignação (sic!).

Divago: Será que algum dos profissionais envolvidos teve (ao menos tentou?) direito de resposta no mesmo veiculo, com o mesmo espaço dado ao autor? Ou não se julgou necessário? Alguém viu alguma defesa ou resposta de nossos pares? Convincente? E de impacto?

De fato, haveria muito mais por parte da imprensa e de candidatos, mas é possível citar também algumas pérolas da coerência profissional, nos seus modestos (nenhum em horário nobre ou veiculo de massa) pronunciamentos:

“... nós preferimos pesquisar nas ruas, em vez de ir às residências. Hoje é mais difícil o acesso aos condomínios de luxo, e só se entra em favelas se fizer acordo com o tráfico. ...e abordar moradores de favela somente no pé do morro”.

“Nossa pesquisa é domiciliar, porque aumenta a possibilidade do controle de fluxos no campo. Quando você tem um endereço determinado, pode retornar lá para confirmar o voto e checar as informações.”

“...Se fosse uma busca aleatória, a amostra ficaria comprometida, com menos entrevistados desse perfil do que seria aceitável...”

“...pesquisa ideal é aquela que dá exatamente a mesma chance de um integrante de um determinado universo ser incluído na amostra... Teríamos que ter o nome de todos e sortear um por um, mas isso é impraticável do ponto de vista operacional. A pesquisa não é 100% aleatório”.


Dá ou não dá para confundir mais ainda leigos, eleitores e mídia em geral?


Realmente, jornalistas (e outros tipos de profissionais) não precisam entender a parte técnica da nossa atividade, como o paciente não precisa se aprofundar na prática médica para seguir o tratamento prescrito. Mas convenhamos que bula e bom senso não fazem mal a ninguém.


E então? Vamos continuar, como sempre, esperando as pérolas da próxima eleição?
Isto se aplica somente a Pesquisa de Opinião? Claro que não!


Por que não se aproveitou o oportunismo de perguntas do jornalista como estas: “Pesquisa eleitoral. O que é isso exatamente?” E mais: Como são feitas as amostragens? Qual a confiabilidade desses números? Por que uma investigação feita com duas mil pessoas pode revelar o ânimo de cem milhões de eleitores?

Pesquisadores são mesmo, na maioria, pouco pró-ativos (imagem projetada). São vistos também como técnicos em demasia. Mas inseguros? Ou arrogantes?


Uma oportunidade para o entusiasmo. A proposta deste espaço do PESQUISADOR MODERNO pode proporcionar a reflexão e possibilidade de se atualizar o pensamento, de se modernizar o linguajar e melhorar o perfil do pesquisador efetivamente e de promover a carreira para um futuro brilhante.


Ah! Nem todos concordam que há algo de comodismo, de antiquado e de inércia na profissão? Pode ser.


Por alguma razão, a ESOMAR tem realizado estudos sobre a indústria, com representantes de todos os continentes. Um dos primeiros destes estudos concluiu que estaríamos (nós pesquisadores) aqui ainda em 2010, mas que dependeria dos profissionais e de sua adaptação a novas necessidades do mercado. Pena que os resultados deste e dos projetos que se seguiram se restringiram a circulação intra category (se tanto).


É curiosa a evolução do mercado desde então. Afinal, o mercado de pesquisa no Brasil mais que dobrou em faturamento depois daquele estudo, sendo que nada mudou radicalmente entre os profissionais de empresas ou de institutos. Continuam surgindo (e desaparecendo) institutos de todo tipo – e não somente durante as eleições. Empresas aumentam ou eliminam departamentos de pesquisa. Mudam o título do mesmo profissional.


Aparentemente, o feito do crescimento tende a se repetir na próxima década pois há muito espaço ainda. Como na famosa fórmula aplicada a produtos é possível crescer tanto em penetração (inclusão de novos clientes, diferentes ramo/tamanho/origem), repetição de compra (clientes atuais que possam ser fidelizados) como intensidade de consumo/compra (entre aqueles que utilizam pesquisa apenas para comprovar pontos de vista e não como apoio de decisões ou iluminação de caminhos).


Por outro lado, pensemos por instantes como o cliente padrão que não compra pesquisa (nem conhece ou não acredita) e imagina estar indo muito bem, pois os negócios e as vendas de seus produtos crescem a cada ano. Como ele não se preocupa em conhecer ou monitorar a fundo o mercado e muito menos seu consumidor, não se dá conta de que o mercado tem crescido a um ritmo muito mais acelerado do que as suas vendas. Em suma, perde participação de mercado a cada ano.


O mercado de pesquisa brasileiro somente não se desenvolve mais rapidamente ou se consolida e se projeta de vez devido principalmente a dois fatores:
:: quem exerce a profissão dentro de empresas, na sua grande maioria, está “de passagem”, usando a área como trampolim para outras carreiras, e também
:: a maioria dos institutos tradicionais celebra o crescimento, sem muito questionamento (tampouco capacitação eficaz dos profissionais).


(Este é um assunto que merece toda uma discussão à parte).
Se assim não fosse, a pioneira sociedade de pesquisadores da América Latina, a SBPM, que completou seus 25 anos em junho passado sem nenhuma celebração, não estaria correndo o risco de cerrar atividades por falta de candidatos para a eleição da próxima diretoria.

E talvez isto não ocorresse não fora uma injustificada discidência que dividiu por mais de 10 anos a pequena indústria brasileira de então em duas associações de classe - ABIPEME e ANEP – finalmente resgatadas em 2004 como ABEP, com a promessa de fusão das entidades representativas das empresas de pesquisa para tornar a profissão mais forte e coesa.

Apesar da unificação, a indústria não dá sinais de coesão, considerando-se a falta de sintonia, sinergia ou harmonia de discurso (exemplos acima) e programas das várias entidades – SBPM, ABEP e também a ABA, com seu comitê de Pesquisa e Inteligência de Mercado.

A ABEP, da qual se esperaria, por sua força representativa, a interlocução nos debates e polêmicas técnicas bem como a continuidade de divulgação das pérolas acima, tanto jornalísticas, quanto profissionais, se fortaleceria ainda mais com o amplo conhecimento e divulgação dos importantes trabalhos planejados originalmente, como o Guia para Divulgação de Pesquisas Eleitorais, assim como resultados dos Grupos de trabalho sobre Boas Praticas Comerciais, Assuntos Tributários e Trabalhistas, Comissão de Ética e Arbitragem entre outros possivelmente em andamento.

À SBPM e ABA, como prega o bom senso, deve caber a responsabilidade de treinar os profissionais da área, fornecedores e clientes respectivamente, e sempre que possível em parceria promover o debate e a troca de experiências e necessidades entre as duas categorias de pesquisadores. A sobrevivência da SBPM pode depender disso.

Outro assunto a ser pautado - o da Regulamentação da Profissão, para o qual também não há unanimidade.

Há mais de cinco anos um grupo de pesquisadores se dedica a obter o reconhecimento da atividade pelo Ministério do Trabalho e a criação de uma legislação trabalhista especifica para o setor para diferenciar os verdadeiros dos falsos pesquisadores e implementar um conselho fiscalizador. O Projeto de Lei em tramitação define cargos: pesquisador de mercado, opinião e mídia (de nível universitário), como analistas, gestores de processos e da informação de pesquisa, além de técnicos de pesquisa de mercado, opinião e mídia (nível técnico), como entrevistadores, verificadores, críticos e codificadores, supervisores de campo, tabuladores de dados, recrutadores e moderadores. (Vale atualizar a informação que pode ter sido modificada no decorrer do tempo).


Impressionante quanta coisa pode ser discutida neste espaço. Só foi possível fazer a listagem de FQ´s. Respostas podem surgir dos debates.


Há mais ainda. Como dar continuidade a questões que parecem ter se iniciado na última conferência ESOMAR, no Rio de Janeiro. O que concluir da discussão da sessão sobre “Who will shape the future of market research?” (The new Researcher)?


E os debates travados entre clientes e fornecedores ou grandes e pequenos institutos? E a questão qualidade x preço/prazos? Tão persistente e nunca mereceu intervenção das várias associações de classe e solução de consenso.


Enquanto isso, Institutos de Pesquisa tentam competir no segmento dos consultores de marketing ou de negócios, quando só tem a oferecer metodologias black box, sem a competência necessária para aprofundar o conhecimento da atividade empresarial.


Por outro lado, muitas empresas pagam US$1 milhão por projetos de consultoria (de empresas especializadas em levantar novas perguntas mais do que apresentar soluções) e relutam em investir no entendimento profundo do mercado ou consumidor que lhes diminuiria a probabilidade de fracassos no mercado, além de encurtar prazos e diminuir custos.

Algumas constatações óbvias:
:: Empresas de pesquisa não dão o devido valor ao trabalho que oferecem. Não sabem cobrar.
:: Clientes de pesquisa se frustram muitas vezes com resultados de projetos, com pesquisadores e com os institutos tradicionais. Em conseqüência, não pagam o que vale. E, principalmente, a maioria dos clientes não sabe comprar.
:: Profissionais da linha de frente, nas duas categorias, não têm autoridade (competência?) para questionar o trabalho que executam.


E um temor compartido, adaptado da constatação de um profissional experiente:
“Temos todos os recursos técnicos para moldar qualquer amostra com apenas um click, e o fazemos para ponderar dados quando é o caso. (Sobre as insinuações de manipulação) Qualquer falseador usaria sem pensar um expediente destes, se o objetivo fosse apresentar um dado vendido, se é que se daria o trabalho de realizar o levantamento!” (Incrível, não é?).


Como encontrar e motivar o profissional com o perfil do PESQUISADOR MODERNO, que ao mesmo tempo reuna as competências e robustez técnica necessárias para a execução da pesquisa com as habilidades de um empreendedor, visão pragmática e capacidade para inovar? Tudo isto regido pelo maior rigor ético.

Bem, ainda podemos nos inspirar nos pioneiros-idealistas-mestres da Pesquisa de Mercado brasileira, que poucos dos PESQUISADORES MODERNOS tiveram a honra e o prazer de usufruir do convívio, aprendendo o que ética significa para este negócio. Serão sempre modernos para a Pesquisa de Mercado: Alfredo Carmo, Alvaro Marchi, Artur César, Maxime Castelnau, Otavio da Costa Eduardo, Pergentino Mendes de Almeida. E para a Pesquisa de Opinião: Carlos Mateus e Paulo Montenegro.

Tomara que este espaço PESQUISADOR MODERNO consiga atrair pesquisadores-empreendedores; que exercitemos o espírito de corpo; que alcancemos algum consenso; e delineemos o futuro para o exercício da profissão.

Finalmente, que o mercado mantenha o crescimento (sustentável, que está na moda) e cresça na proporção da sua potencialidade, para a saúde dos negócios, tanto de grandes quanto pequenos institutos.


Está levantada a bola, deixando espaço para discussões, respostas e explicações técnicas para os próximos posts. Claro que esperando que suscitem interesse (pode ser que não).


Ufa!!! Axé!
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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

QuestManager é destaque no Rio Info 2008

O software QuestManager, específico para a criação, aplicação e gerenciamento de pesquisas, foi selecionado no PRÊMIO SOLUÇÃO RIO INFO 2008 na categoria Soluções Web. A apresentação sobre o programa será feita pelo Diretor de Marketing e Vendas da DosmusTec, Guilherme Cerqueira, no próximo dia 02 de outubro, quinta-feira, às 9 horas, no Salão Nobre do Hotel Glória, Rio de Janeiro, na categoria Soluções Web.


O QuestManager tem como diferencial ser uma plataforma que concentra todas as etapas necessárias para viabilização de um estudo quantitativo e funcionar 100% via internet. O software possibilita a programação de questionários dinâmicos com integração com banco de dados, conteúdo multimídia (animação/ áudio/ vídeo), controles de amostras, filtros, loops, ranking, com criação livre de opções de respostas e perguntas únicas, múltiplas ou abertas e tudo que os estudos mais exigentes precisam para serem completos.

O software pode ser utilizado na aplicação e controle de entrevistas via call Center (CATI), e-mail, com links em sites, dispositivos móveis (palm-tops, laptops e SmartPhones) com conexão a internet, quiosques e tótens em eventos ou shopping centers.

Utilizado pelos maiores institutos de pesquisa do Brasil e por dezenas de empresas, o software QuestManager é aplicado para: atualização de bases cadastrais, pesquisas de satisfação, clima organizacional, cliente misterioso, Conjoint, auditoria, monitoramento de preço no ponto-de-venda (PDV) e pesquisas eleitorais. O programa também vem sendo aplicado em processos de recrutamento e seleção (provas on-line) e votação eletrônica.

O Prêmio Soluções Rio Info 2008 é o principal evento de Tecnologia da Informação (TI) do Rio de Janeiro. O objetivo da premiação está focado em exemplos de sucesso sobre Tecnologia e Negócios, além de identificar soluções criadas por empresas produtoras de software e serviços com cases de sucesso nas categorias Convergência e mobilidade, Novos Ambientes Tecnológicos, Soluções web, Avaliação de software, Software Profissional e Modelo de Negócios. As palestras e oficinas do evento irão apresentar um amplo panorama de temas relacionados às tecnologias emergentes e de oportunidades em negócios nacionais e internacionais.

Saiba mais:
QuestManager
http://www.questmanager.com/
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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Artigo - Querem limitar o exercício da profissão

por Dulce Perdigão

Nosso amigo Max estava conduzindo um estudo com Discussões em Grupo para acompanhar a aceitação e/ou rejeição da comunicação da campanha para Prefeito de uma cidade do interior que precisou interromper por ordem judicial. A alegação era de que contrariava a legislação eleitoral.

Em sessões de grupo, como se sabe, se distribui comes e bebes. Isso, na pesquisa eleitoral, foi caracterizado como compra de voto.

O que mais haveria para nos fazer indignar? Este foi o meu primeiro sentimento - INDIGNAÇÃO. Outros sentimentos e palavras vêm brotando em complemento - PERPLEXIDADE, CANSAÇO, DESALENTO, REVOLTA.


E sabe por quê? Eu, Max, Maxime Castelnau, Alfredo Carmo, Alvaro Marchi (estes três que já se foram), Otavio da Costa Eduardo, Pergentino Mendes de Almeida, Geraldo Magela (que escreveu recentemente algo até divertido nos “causos” do e-news da ABEP), nós todos – digamos pioneiros - e muitos mais profissionais (na correta acepção do termo) de PESQUISA DE MERCADO, OPINIÃO e MÍDIA, do alto dos nossos mais de 60 anos de vida e mais de 40 de atividade na área, temos que nos penitenciar por não termos conseguido passar o conhecimento devido, a importância merecida e a prática correta de uma profissão que participa da vida de todos os seres humanos, indistintamente.

É só olhar em volta e pensar em como esta profissão contribui para entregar produtos de melhor qualidade e de acordo com as necessidades das pessoas. De medicamentos, alimentos (inclusive para animais), produtos de higiene pessoal, produtos de limpeza doméstica, vestuário e calçados, automóveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos e podemos exagerar - da lâmpada que ilumina a água que bebemos - tudo pode ser melhor ou pior com ou sem pesquisa de mercado. Sem contar ainda as áreas da comunicação e da mídia.

Ouso comparar a atividade de pesquisa com o ar que respiramos - ninguém percebe, mas na sua falta, ou principalmente má qualidade, as conseqüências são desastrosas. Só os profissionais de verdade sabem disso.

Aí, volto a pensar no que já havia desistido de debater, mas que foi uma constante nos meus quase trinta anos de UNILEVER - que nós pesquisadores erramos em nos dedicarmos tão seriamente a profissão; em trabalhar apenas nos bastidores do Marketing, da Comunicação e da Mídia; em despender tempo com eventos meramente acadêmicos, intra-classe, para desenvolvimento de metodologias, códigos de ética e de conduta; em cultivarmos características tão introspectivas, analíticas, técnicas e; infelizmente, em aceitarmos ser tão LOW PROFILE.

Fizemos o que com esta profissão? Geramos um protecionismo e preciosismo na sua aplicação que apenas os que estão na faixa etária dos 50 ou mais, dos 30 anos ou mais de atividade (e que estão saindo do mercado ou da vida), conseguem entender, executar decentemente, extrair o máximo dos seus resultados e principalmente aplicar.

Nas recentes reuniões da classe ou apresentações e eventos que envolvem clientes de que tenho participado, somos (nós, a velha guarda) animais em extinção. Os jovens que participam dos dois lados principais - fornecedor e usuário - da logística da pesquisa de mercado estão construindo um perfil totalmente diferente. Infelizmente, na maioria dos casos, predomina o que o mundo atual valoriza: imediatismo, oportunismo, vedetismo e muito pouco comprometimento. Os gurus da administração e do marketing, mais do que nunca, continuam ditando as regras.

E todos, gurus ou executivos, fazem questão de ignorar a diferença da pesquisa paredão BBB da que mantém um marca como OMO no mercado há mais de 50 anos ou faz da COCA-COLA e NIKE marcas globais.

Eu ainda divago sobre estes assuntos nas atividades de capacitação e treinamento como os cursos da ABEP, ASBPM e FESPSP. Esta discussão agora tem exemplos muito mais latentes e digeríveis, com a falência das agências de avaliação de risco, as Merril Lynch, Morgan Stanley, Goldman Sach e outras.

Talvez tenhamos aí mais uma oportunidade de mostrar a diferença do papel dos PROFISSIONAIS da pesquisa de mercado e dos "gurus", de qualquer tipo.

Foi o que sempre tentei, quando podia cutucar nossos colegas a assumirem o seu papel de consultoria e planejamento estratégico dentro das empresas. Estas agências, bem como as consultorias tradicionais, tipo Mckynsey, Deloitte, etc, no seu processo de trabalho se utilizam dos executivos de marketing e pesquisa das empresas e a partir das informações e experiência destes, sabem sim fazer grandes apresentações, impor decisões e cobrar altíssimos cachês. De novo, sem nenhum embasamento e comprometimento, mas muito marketing e mis-en-cène. É um posicionamento, mas facilmente suplantado, se houvesse um mínimo de ambição do pesquisador.

Como cliente de pesquisa, tentei motivar meus pares de empresas de mesmo porte e importância no uso de pesquisa - NESTLE, JOHNSON & JOHNSON, COCA-COLA, FORD, PROCTER, etc e também os principais institutos com quem trabalhava RI, IPSOS, LPM/BURKE, LATIN PANEL, ACNIELSEN, etc a se engajarem num processo de moralização, profissionalização e valorização da profissão (sic).

Enquanto as bolhas crescem (a da tecnologia, a do mercado imobiliário americano, a da bolsa de valores e porque não, do mercado de pesquisa), ninguém se preocupa ou acredita que há necessidade de investimento de recursos na previsão do seu próprio futuro (veja o caso das agências de risco). E nisso temos sido tão ou mais negligentes do que as tais agências.

Vejo agora a iniciativa louvável e quase solitária do Magela para a criação do SINPEME, objetivando principalmente fazer com que a atividade seja executada apenas por quem entende, e mais que isso, remunerada pelo valor que os profissionais da base merecem. O que conseqüentemente pode agregar valor a todos os elos da corrente.

Não creio que devamos nos manifestar apenas contra a proibição da discussão em grupo. Isso é muito importante, sim. Mas dentro de um contexto, onde trabalhemos para a divulgação de massa, de peso e com conteúdo, do resgate da Pesquisa de Mercado, além do SINPEME. Da maneira como sabemos aconselhar nossos clientes a trabalharem o marketing e comunicação dos seus produtos.

Ou continuaremos assistindo passivamente a todo tipo de desmando? Que outros, além destes?

- Agencias de turismo atuando como institutos de pesquisa?
- Pagamento de R$1,00 por entrevista?
- Leilão reverso como prática em concorrências?
- Departamento de compra das empresas decidindo pela melhor proposta?

A quem interessa deixar as coisas correrem como estão?

Há muito sabemos como está mais difícil a cada ano a obtenção da amostra no universo requerido, do acesso a domicílios, e do contato com o publico alvo (tecnicidades desta profissão e, de novo, que só nós entendemos).

Regras concordadas e técnicas conhecidas para garantir a representatividade e diminuir a mortalidade da amostra existem, tanto para garantir o acesso e distribuição geográfica (em favelas, por exemplo), como para acesso e coleta da informação (ex.: pagamento da hora de consulta médica), além, obviamente, do necessário ressarcimento do tempo dedicado em pesquisas qualitativas e outros tipos de pesquisas que exigem deslocamento do entrevistado (como discussões em grupo, clínicas de automóvel, etc).

De novo, quem se preocupa com isso em épocas normais, períodos não eleitoreiros e politiqueiros?

Nossa culpa, de novo. Sempre se discute, quando uma eleição se aproxima, a necessidade de aproveitar a ÚNICA época de exposição da profissão para fazer alguma coisa EM PROL. Como nunca fazemos nada (a bem da verdade, no máximo um debate com Marcia Cavalari – costas largas da pesquisa política), todo período eleitoral é traumático para os pesquisadores.

E, como sempre, os perdedores na pesquisa saem jogando CONTRA. Aliás, como acontece também nas empresas, quando a pesquisa mostra que o produto preferido do marketeiro não é aquele do gosto das consumidoras.

Tem coisa pior? Tem. Teve. Alguém conhece a historia do Maxime, nos tempos da ditadura? Exemplo antigo dos problemas de entendimento do que significa pesquisar. Ele teve que se explicar na delegacia sobre o que um entrevistador estava querendo, ao fazer tantas perguntas nas ruas. E quase foi preso, ao tentar explicar para que servia o questionário. A bronca do interrogador da época: "tá querendo me ensinar técnicas de interrogatório?"

Tem gente picareta fazendo pesquisa? Tem. É só ler as babaquices trocadas no grupo Empresas de Pesquisa, do Google. E vai ter cada vez mais, com as facilidades tecnológicas e informáticas. Nada contra a tecnologia, mas há que saber usar A FAVOR.

Tem cliente comprando pesquisa a troco de banana? É o que mais tem. E, muitas vezes, nem banana leva. O que faz pouca diferença, porque estes são os pouco comprometidos com a qualidade e com as conseqüências de suas decisões. A maior parte dos executivos, principalmente nas grandes transnacionais, está só de passagem, só galgando postos. Como políticos, experts em inaugurar placas de obras que nunca foram entregues.

Sempre há dois caminhos. Podemos deixar a visão pessimista – na qual a profissão vai se achatando (e acharcando), principalmente quando não sobrar mais expertise no ensinamento do processo amostral. Assim: a amostra é como sopa, que não é preciso tomar toda pra saber se está salgada. Mas e o método? Onde internet ou má fé podem mostrar apenas o lado do caldeirão onde a pimenta está concentrada?

Chegando lá: os interpretes da legislação eleitoral, na aplicação de tolerância zero, desconhecedores, como a grande maioria da população, das regras, normas e códigos da Pesquisa de Mercado, Opinião e Mídia, estão nivelando nossa atividade com as de palanques e comitês políticos, onde quem freqüenta o faz para fazer volume ou mesmo para se fazer notar pelo potencial candidato eleito. Para estes, servir água é uma mordomia e qualquer outra coisa é sim compra de voto.

Nas discussões em grupo ou clinicas de automóveis, entre outras técnicas, os participantes merecem muito mais do que bebidas e canapés pelo préstimo de seu tempo, às vezes por 3 horas ou mais, com objetivos muito mais nobres.

Precisamos encontrar os fóruns e os interlocutores para promover o entendimento destas diferenças e também a discussão dos passos futuros.

Está mais do que na hora de nos solidarizarmos com o Max em qualquer manifestação para levar o assunto adiante.
De todo modo, fica aqui mais um desabafo como outro feito há dois anos, neste mesmo Pesquisador Moderno, num dos seus primeiros posts. Na época, lembro de dois comentários. Quando isso vai mudar?
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Google amplia liderança no mercado de buscas na Internet

NOVA YORK - O Google ampliou sua liderança como ferramenta de pesquisa na Internet, nos Estados Unidos, para 63% do mercado em agosto. A variação representa o maior ganho mensal em cinco meses, informou uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (19). O Yahoo, segundo maior buscador dos Estados Unidos, viu sua participação no mercado em agosto cair 0,9 ponto em relação a julho, para 19,6% , enquanto a Microsoft, a terceira do setor, teve queda de 0,6 ponto, para 8,3%, de acordo com a comScore.

O buscador Ask.com, da IAC InterActiveCorp, cresceu 0,3 ponto, mantendo o quarto lugar, enquanto a AOL, da Time Warner, teve alta de 0,1 ponto, para 4,3%, de acordo com dados publicados pela empresa de pesquisa de mercado.


Reclamações

O crescimento de participação do Google nas pesquisas online e, por extensão, seu papel ainda maior nos mercados relacionados à propaganda na Web, fizeram com que rivais e alguns grupos comerciais da indústria reclamassem a órgãos regulatórios nos Estados Unidos e na Europa.

A comScore estima que o número de pesquisas realizadas por usuários nos Estados Unidos usando as cinco principais ferramentas de busca da rede ficou praticamente inalterado em 11,75 bilhões de buscas, em comparação com julho. Os dados excluem pesquisas em mapas, informações em diretórios locais ou vídeos gerados por usuários, informou.
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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

Consumo de cosméticos avança nas classes populares

O Brasil está mais cheiroso. O aumento do poder aquisitivo das classes C e D em 2007 colocou o país na posição de segundo maior consumidor mundial de desodorantes, produtos para cabelos, higiene bucal, perfumaria e cosméticos masculinos e para crianças. Os produtos mais comercializados no último ano foram os cremes anti-sinais, maquiagem e perfumes.

"A classe C está entrando com uma enorme força nesse mercado. Não que esses consumidores estejam começando agora a usar produtos de higiene e beleza; eles já usavam, mas para ocasiões especiais. A novidade é que os estão incorporando ao dia-a-dia", diz João Carlos Basílio da Silva, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec).

O país já ocupa, desde 2006, a terceira posição entre os maiores mercados de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos do mundo, perdendo apenas para Estados Unidos, o maior mercado, e Japão. Com um faturamento de US$ 22,23 bilhões, essa indústria registrou um crescimento de 22,6% em 2007, segundo dados do Euromonitor, empresa de pesquisa de mercado. Só nos primeiros seis meses de 2008, essa indústria cresceu 7,73% em vendas em relação ao mesmo período do ano passado.

A pujança desse mercado já faz com que grandes empresas, como a Avon e Unilever, aumentem os investimentos para atender à crescente demanda. O Brasil já é o segundo maior em vendas para a multinacional Avon, que acaba de anunciar o investimento de US$ 150 milhões na construção de um novo centro de distribuição, na cidade de Cabreúva, a 80 km de São Paulo - será o maior da empresa no mundo. Dentre os cem países onde a companhia está presente, o Brasil tem também a maior força de vendas: 1,2 milhão de revendedoras.
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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

81% são a favor de lei contra o fumo em ambientes fechados

Chega a 81% a aprovação dos brasileiros ao projeto de lei encaminhado à Assembléia Legislativa pelo governador do estado de São Paulo, José Serra (PSDB), que proíbe o fumo em ambientes coletivos fechados, como bares, restaurantes, ambientes de trabalho e estudo, entre outros. São contra o projeto de lei 13% e se dizem indiferentes 4%. Mesmo entre os fumantes, a maioria é a favor da lei, embora o percentual de adesão à lei seja menor. Um terço (30%) dos que fumam é contra a lei (taxa 17 pontos maior do que a média), ante 64% que são a favor (17 pontos a menos do que a média). Entre os não fumantes, 86% são a favor da lei.

Entre os que tomaram conhecimento do projeto de lei, 88% são a favor, taxa sete pontos acima da média. Para 93% a lei será ótima ou boa para os não-fumantes. Por outro lado, 54% acham que ela será ruim ou péssima para os que fumam (58% entre os fumantes).Um quinto (20%) acha que a lei será ruim ou péssima para os bares e restaurantes.

Entre os fumantes essa taxa chega a 31%. A maioria (69%) acha que ela será ótima ou boa para esses estabelecimentos (72% entre os que não fumam). Acham que a lei será ótima ou boa para o estado de São Paulo, de um modo geral, 81%, e 85% pensam o mesmo sobre seu caso pessoal.
Já das pessoas que fumam, 25% acham que a lei será ruim ou péssima em seu caso pessoal, taxa 17 pontos acima da média. Tomaram conhecimento do projeto de lei assinado por José Serra 63%, dos quais 30% se dizem bem informados, 23% se consideram mais ou menos informados e 10% se declaram mal informados a respeito. Ainda nesse grupo, 67% dizem ter tomado conhecido do projeto de lei, taxa ligeiramente maior do que a registrada entre os que não fumam (62%).

A pesquisa também ouviu pessoa com nível superior de escolaridade. Desses 77% tomaram conhecimento do projeto lei, taxa idêntica à registrada entre os que têm renda familiar mensal acima de 10 salários mínimos. Dos que moram no Sudeste, 67% estão cientes do projeto, taxa similar à registrada entre os que moram no Sul (70%). No Nordeste, e nas regiões Norte e Centro-Oeste, as taxas dos que dizem ter tomado conhecimento ficam abaixo da média, sendo de, respectivamente, 56% e 57%. A maioria (77%) discorda da declaração do presidente Lula, que, em entrevista a jornalistas de jornais populares do país, disse defender o uso do fumo em qualquer lugar. Percentual idêntico considera que ele agiu mal ao fazer essa defesa do fumo.


Entre o percentual que usa cigarro diariamente, 32% concordam com a declaração de Lula (taxa 17 pontos acima da média) e 30% acham que ele agiu bem ao defender que se fume em qualquer ambiente (o dobro do registrado entre o total de entrevistados). No grupo dos não-fumantes, 81% discordaram do presidente, e percentual idêntico achou que ele agiu mal ao fazer tal declaração.

Mesmo entre os que consideram o governo do presidente ótimo ou bom a maioria discorda de sua declaração (76%) e acha que ele agiu mal (75%). Daqueles que reprovam o desempenho de Lula, 74% discordam de sua frase e 75% afirmam que ele não agiu mal. Já os que se declaram simpatizantes do partido de Lula, o PT, 77% discordam da frase e 74% dizem que ele cometeu uma má ação.

Entre os simpatizantes do PSDB essas taxas são de, respectivamente, 87% e 82%. Acham que o presidente agiu mal principalmente os brasileiros com escolaridade superior (85%), aqueles que têm renda familiar mensal entre cinco e dez salários mínimos (84%) e os que moram no Sudeste (81%). Esses segmentos também ficam acima da média quando se trata da discordância com a declaração do petista, com percentuais parecidos com os registrados em relação à desaprovação à frase. Um quinto (21%) tomou conhecimento da declaração de Lula, dos quais 9% se dizem bem informados e 6% se consideram mais ou menos informados (percentual idêntico se diz mal informado).

25% tomaram dos fumantes afirmaram que tomaram conhecimento da declaração. Essa txa cai para 20% entre os não-fumantes. Sendo que o percentual dos que dizem ter tomado conhecimento da declaração do petista chega a 28% entre os que têm 60 anos ou mais. Ela também fica ligeiramente acima da média entre os que moram no Sul, entre os que têm escolaridade superior, fazem parte da classe A (24% em cada segmento) e têm renda familiar mensal acima de dez salários mínimos (25%).

O Datafolha ouviu 2785 brasileiros, a partir dos 18 anos de idade. A margem de erro máxima, para os resultados que se referem ao total de entrevistados, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

Planejamento de Pesquisa Quantitativa

A Pesquisa de Mercado é um instrumento fundamental para o marketing das empresas e das instituições em geral. O valor e a relevância das informações obtidas a partir dela dependem da qualidade dos processos, dentro das normas éticas e metodológicas adequadas a cada tipo de pesquisa. Dentro deste contexto, assume importância primordial a qualidade da execução de uma pesquisa. E não é possível garantir uma pesquisa de qualidade sem um planejamento à altura. É nesse ponto que trabalha o curso, que tem como objetivo abordar as várias etapas do Planejamento da Pesquisa Quantitativa, desde a formalização de uma proposta até o detalhamento da execução.

Público-Alvo
Profissionais de pesquisa, marketing e áreas afins, que tenham interesse em adquirir as habilidades necessárias para realizar um planejamento de qualidade nas pesquisas quantitativas. Ao final do curso, o participante estará apto a, segundo informações da Abep, a contextualizar a pesquisa de mercado no ambiente de marketing, identificar os momentos da aplicação da pesquisa quantitativa, entender os processos envolvidos na pesquisa quantitativa, participar de forma mais segura do planejamento da proposta, detalhar as várias etapas de execução da pesquisa quantitativa.

Conteúdo Programático
O curso foi dividido em três módulos, ministrando-se um módulo em cada um dos três dias, cada módulo com 8 horas de duração média. Estes três módulos cobrem noções teóricas fundamentais e questões metodológicas indispensáveis para ingressar em questões de aplicação prática no âmbito do planejamento da pesquisa quantitativa, conforme explicitado nos tópicos abaixo:

Corpo Docente
Professor: Julio Cesar Gibrail Tannus
Desenvolvimento: Julio Cesar Gibrail Tannus
Coordenação: Maximiliano Herlinger

***
Julio Cesar Gibrail Tannus
Graduado em Engenharia pela PUCSP, iniciou sua atividade em pesquisa de mercado no ano de 1976. Desde então tem participado amplamente dos processos da pesquisa de mercado tanto como consultor como fornecedor. Ex-professor na Faculdade de Engenharia da PUCSP e no MBA de Administração Automotiva da Fundação de Ciências Aplicadas. Foi palestrante convidado na FGV/SP, UERJ e ECA/USP. Participou de vários congressos e seminários, no Brasil e no exterior, através da apresentação de trabalhos voltados para a área de pesquisa.

Inscrição e data de realização
Data: 25 a 27 de Setembro de 2008
Horário: Das 9:00 às 18:30
Carga horária: 24 horas
Local: São Paulo
Inscrições: katia@abep.org ou pelo telefone (11) 3078-7744, com Kátia ou Lucinéia ____________________________________________________________________
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Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Gerente do Ibope fala sobre pesquisas eleitorais

Fonte: Infonet

Kerma Toscano abordou as formas de fazer pesquisa e como elas são elaboradas.

As pesquisas eleitorais são constantemente utilizadas como indicadores para a elaboração de estratégias de campanha e para conhecer melhor os eleitores, bem como seus anseios e expectativas. Para esclarecer como são feitas as pesquisas eleitorais o Portal Infonet entrevistou Kerma Toscano, gerente regional do maior instituto de pesquisa da América Latina: o Ibope. No texto a gerente aponta detalhes das pesquisas e explica alguns aspectos que costumam causar dúvidas, a exemplo de como é calculada a margem de erro de uma pesquisa.



Portal Infonet - Como surgiu o Ibope?
Kerma Toscano -
O Grupo Ibope surgiu em 1942 com o empresário Auricélio Penteado, dono de uma rádio em São Paulo. Ansioso para saber como estavam os índices de audiência de sua emissora, o empresário viajou para os Estados Unidos para conhecer técnicas de pesquisa. Quando retornou, viu que esse era um mercado ainda pouco explorado no país e resolveu investir no ramo.


Quais são os setores em que o Ibope atua?
O Ibope atua com informações e pesquisa, auxiliando os seus clientes a tomar decisões de forma mais segura e com o menor risco possível. De uma forma geral, atuamos com duas vertentes: a pesquisa de mídia-voltada para os meios de comunicação e para o mercado publicitário, detectando audiências e com o Ibope Inteligência, que faz a maioria das pesquisas ad-hoc, ou seja, sob encomenda.

Como são feitas as pesquisas?
Temos diversas formas de fazer pesquisas, com várias metodologias diferentes. O que determina a que será utilizada será o objeto de análise e o tipo de estudo. Iniciamos com a seleção da amostragem, depois passamos para a coleta e análise dos dados, que pode ser eletrônica ou manual. Na maioria é utilizado um questionário no palm-top, onde são inseridos os dados, que depois são passados para o computador e tabulados.


Também temos entrevistas feitas por telefone que funcionam da mesma forma: o entrevistador faz a pergunta e automaticamente passa as respostas para o palm-top. Uma outra forma são os painéis, que não exigem a presença do pesquisador. Essa forma de fazer pesquisa é utilizada principalmente para a televisão e internet. Inserimos o painel na televisão e ele irá registrar os gostos e interesses dos telespectadores, assim como quanto tempo assistem televisão e etc. Nesse caso, selecionamos um grupo de domicílios que passa a colaborar com a pesquisa. Na internet o painel não é um aparelho, mas sim um programa.

No caso especifico das pesquisas políticas é feito por uma amostra de eleitores. É escolhida uma amostra representativa, selecionada de acordo com critérios estatísticos baseada em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE`s) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o universo a ser analisado dentro da realidade. As entrevistas são feitas de modo geral nos domicílios, escolhendo grupos específicos , que tenham um determinado perfil. Também temos a pesquisa de boca de urna, que é aquela feita no dia da votação e nas seções com quem já votou.

Como é definida a quantidade de pessoas que serão entrevistadas para uma determinada pesquisa?
O tamanho da amostra não é o mais importante, mas sim a representatividade dela. No caso da pesquisa eleitoral, primeiro consultamos os dados sobre os domicílios eleitorais e depois nos preocupamos em selecionar uma amostra que seja representativa dessa composição eleitoral. A escolha é feita com base na estatística e na probabilidade.

Como é calculada a margem de erros das pesquisas?
Como trabalhamos com estatística e não com números absolutos, existe uma margem de erro que depende do tamanho da amostra e dos resultados encontrados. Quanto maior a homogeneidade da amostra, menor a margem de erro. No caso das pesquisas eleitorais essa margem varia bastante em função da distribuição geográfica do eleitorado de cada um deles. Resumindo, a margem de erro depende da mostra e da quantidade de variáveis utilizadas.

Quanto tempo leva para fazer uma pesquisa?
No caso da pesquisa de mídia o tempo é bastante relativo. Aqui em Aracaju já fizemos uma para rádio que demorou oito dias e para televisão sete dias. Já as pesquisas eleitorais devem ser rápidas, pois geralmente são feitas em plena campanha política. De uma forma geral, demoram de dois a quatro dias.

As metodologias utilizadas são desenvolvidas por vocês ou são padronizadas mundialmente?
Existem várias empresas no mundo que fazem pesquisa e elas se unem e discutem as melhores formas, trocam experiências, discutem metodologias e processos. Mas nós também temos as nossas próprias tecnologias. O Ibope é o maior instituto de pesquisa da América Latina. Nós medimos televisão na América Latina inteira com os nossos aparelhos, que são desenvolvidos pela nossa equipe.

Quanto, em média, custa uma pesquisa?
No caso da pesquisa de mídia varia muito, pois inúmeras variáveis definem um custo. Nós calculamos o preço de acordo com o que atende melhor o cliente e do que ele quer saber. Nas pesquisas eleitorais as variáveis geralmente são: a amostragem utilizada, o tamanho do questionário e a análise dos resultados. No caso de uma pesquisa nacional, com uma amostra de 2 mil pessoas e um questionário com umas 20 perguntas, pode custa até R$ 85 mil.
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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Elsève explora pesquisas como estratégia de lançamento de produtos

A busca pela mensuração de resultados no Marketing é feita com cada vez mais detalhes e cuidados. A meta é interpretar de forma correta e eficaz para que a leitura seja informativa e confiável. A pesquisa de mercado ainda é o carro-chefe nas estratégias de lançamento de produtos ou para mensurar o retorno de uma campanha ou ação de Marketing. A Elsève lançou um produto para o público feminino controlar o volume dos cabelos e, para tratar deste tema, a empresa estruturou a comunicação para que não se falasse mais desta característica capilar como um problema. Uma das atitudes que pode ter sido decisiva para o sucesso da campanha foi denominar este tipo de cabelo como volumosos e não “cabelos secos ou quebradiços”.

O produto Volume-Control foi lançado pela empresa com o mote “Liberte-se do elástico” e atingiu o público com ações de Marketing digital, pontos-de-venda e principalmente em mídias de massa como a TV, impressos e também nas mídias exteriores. A pesquisa esteve presente em todos os momentos, principalmente antes do produto chegar às gôndolas.

PDV e Internet como fonte de pesquisaApesar de a TV ser uma grande impulsionadora de vendas de muitos produtos, as mulheres têm mais facilidade em consumidor no ponto-de-venda. O aprimoramento das gôndolas e a ajuda da tecnologia fizeram do PDV um lugar onde as mulheres testam os produtos.


Na Internet, o Volume-Control ofereceu uma ação que premiou as consumidoras que participaram de um concurso. “A frase mais criativa sobre como controlar o volume do cabelo foi premiada. Esta estratégia foi importante para o lançamento assim como usar como porta-voz da marca a modelo e atriz Alinne Moraes”, conta Paula Neherer, gerente de Inteligência de Mercado da L'Óreal durante o V Fórum ABA Rio de Pesquisa, no Rio de Janeiro.

Estudo leva ao caminho certo

O plano de pesquisa para o lançamento do Volume-Control da Elsève foi divido em quatro partes. Três delas foram aplicadas antes do produto chegar ao mercado. “A estratégia era trabalhar o volume dos cabelos e depois partimos para a pesquisa exploratória, que definiu as características, o universo e as referências do target”, diz Paula ao site.

Após estruturar um plano de pesquisa robusto antes de entrar no mercado, a Elsève obteve informações necessárias para minimizar qualquer risco no lançamento. “Fizemos testes de conceito, fórmula, material de comunicação, além das pesquisas de campo qualitativas e quantitativas”, lembra Alessandra.

Além do trabalho de pesquisa elaborado para cada produto, a Elsève investe em estudos sobre o comportamento e o perfil de seu público para cada lançamento. A cada três a empresa realiza pesquisa de hábitos e atitudes, segundo a gerencia de Pesquisa de Mercado da L'Óreal.

Resultados superam expectativas
Após o lançamento do Volume-Control a Elsève buscou informações sobre a aceitação do público, a qualidade do produto e entender mais sobre o perfil das usuárias. A pesquisa denominada Call Back avaliou mulheres de 18 a 34 anos, das classes A, B e C, com cabelos rebeldes, secos e com muito volume, cacheados e crespos.

O resultado mostra a eficiência do produto já que, dentro do target, 43% das consumidoras conheciam o Volume-Control, 58% já tinham experimentado o produto e 80% das mulheres que experimentaram disseram que iriam continuar usando, segundo a pesquisa feita pela Elsève.

Fonte: Mundo do Marketing
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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

GfK: quem precisa de uma segunda vida?

A GfK Indicator realizou uma pesquisa que virou case de sucesso quanto ao motivo que leva as pessoas a participarem do mundo virtual produzido peleo Second Life (SL). Os resultados mostraram que os usuários buscam: possibilidade de conhecer pessoas/fazer amizades (58%), ter coisas que não possuem no mundo real (45%), relaxar e desestressar (43%), poder conhecer lugares (40%), ser outra pessoa (38%), diversão (36%), entre outros.

Intitulada de “Quem precisa de uma segunda vida” a GfK também entrevistou durante a realização da pesquisa um antropólogo, um psicólogo e um sociólogo que ajudaram a entender o que representa estar inserido neste ambiente tridimensional. Já para a aplicação do questionário com os participantes do Second Life, o instituto utilizou a tecnologia do software QuestManager, desenvolvido pela Domustec. A pesquisa foi utilizada como paper no 3º Congresso Brasileiro de Pesquisa - Mercado opinião e Mídia de onde saiu vencedora do “Prêmio Alfredo Carmo”.





De acordo com a gerente de TI da GfK Indicator, Simone Moro, a parceria tecnológica de trabalho com o QuestManager via SmartJobs foi importante para que o instituto ganhasse a agilidade necessária para a conclusão do trabalho.

“Nós, como instituto de pesquisa, precisamos estar unidos aos parceiros que são comprometidos e encontramos isso no QuestManager. Ele acaba sendo uma extensão da GfK fazendo a pesquisa acontecer na velocidade que precisamos”, ressaltou Simone.

No recrutamento para a realização da pesquisa foram usadas pessoas que trabalham como promoter no SL. A pesquisa teve duas fases uma qualitativa e uma quantitativa. Na fase qualitativa as pessoas eram convidadas para participar de uma discussão de grupo. Os próprios autores do paper apresentado no congresso, Helena Palla e Leonardo Melo, da GfK, foram os moderadores. Os promoters também foram usados na segunda fase, quantitativa, convidando as pessoas para responder perguntas através do link do software QuestManager disponibilizado através de e-mail.




Outros resultados da pesquisa realizada pela GfK mostraram que marcas reais estão inseridas no Second Life através do patrocínio de festas e eventos no mundo virtual. No entanto, ainda existe um mau aproveitamento do espaço midiático sendo que a interatividade com os personagens é baixa em um local onde há grande potencial para gerar negócios e vínculos.




Saiba Mais
O Second Life é um ambiente virtual e tridimensional que simula em alguns aspectos a vida real e social do ser humano, onde as pessoas se relacionam por meio de um personagem (avatar). Dados apontam que de 2001 a 2006 o SL contava com 1,5 milhão de usuários. Número que chegou a 8 milhões em 2007, com estimativa de 4 usuários para cada 5 pessoas que utilizam internet.

O QuestManager é um software de pesquisas profissionais utilizados por alguns dos maiores institutos de pesquisa do Mundo. Trata-se de uma tecnologia 100% web que permite a criação de questionários profissionais (incluindo com dinâmica de Conjoint) com todas as principais variações e tipos de perguntas, tanto de opções fechadas: seleção únicas, múltiplas, grids e rankings como as abertas descritivas para comentários ou ponderação de valores numéricos. Além da criação de questionários, o sistema ainda permite a aplicação e o gerenciamento de estudos quantitativos por até 6 veículos: e-mail, weblink, CATI/CallCenter, Palm/PDA, Quiosque Eletrônico e papel. Ao final, seu usuário consegue ter acesso a todos os resultados em tempo real para inclusive gerar gráficos para apresentações e análises.

A GfK Indicator foi fundada no Brasil em 1987 e trabalha na geração de conhecimento para apoio ao processo de decisão estratégica de nossos clientes. De origem alemã o Grupo GfK é a quarta maior empresa de pesquisa do mundo. A empresa está presente em mais de 60 países nos cinco continentes, com a capacidade de conduzir estudos locais, regionais ou globais com o mesmo empenho e alta qualidade. No Brasil, contamos com mais de 100 funcionários e estamos entre as cinco maiores empresas de pesquisa do país.



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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

Mais de 66% dos usuários da Internet no Brasil visitaram sites de compras

RESTON, Virgínia, (PRNewswire) - Em julho, mais de 66% dos 25 milhões de pessoas que acessam a Internet em casa ou no trabalho, visitaram websites de compras, como o MercadoLivre (10,1 milhões de visitantes únicos), BuscaPe (4,8 milhões de visitantes) e Submarino (4,6 milhões de visitantes) recebendo o maior número de visitantes. As informações são da Score, Inc. líder na medição do mundo digital sobre uma pesquisa de mercado de compras on-line no Brasil baseado no serviço de medição de audiência on-line com Score World Metrix.

O Shoptime, que tinha menos visitantes que vários de seus concorrentes, viu o maior nível de tempo de visitas entre os primeiros dez sites com uma média de 6,8 minutos por visita. Em comparação, visitantes ao top site MercadoLivre gastaram uma média de 3,8 minutos por visita, mas visitavam o site com maior freqüência (média de 4,7 visitas por visitante) que outros sites.

"Mais consumidores brasileiros estão usando o Internet como um recurso para obter informação sobre produtos, comparar preços, e comprar on-line", disse Alex Banks, Diretor da comScore para a América Latina. "O fato que vários dos sites mais visitados na categoria varejo como MercadoLivre, BuscaPé, Submarino e Americanas, incluem uma funcionalidade de comparação de preços, mostra a importância que os consumidores estão colocando na Internet para ajudar achar o melhor preço".

Os eletrônicos domésticos são a sub-categoria mais popular de compras com mais de 8.5 milhões de visitantes em Julho, quase três vezes mais visitantes do que a próxima subcategoria. Livros ficaram na segunda posição com 3,1 milhões de visitantes, com brinquedos (1,5 milhões de visitantes) e esportes/lazer (1,5 milhões de visitantes) na terceira e quarta posições.

"No Brasil, os sites Submarino e Americanas são as chaves por detrás da popularidade desta sub-categoria," acrescentou Banks. "Levando em conta que os eletrodomésticos são tipicamente itens com um preço maior, é interessante ver que os consumidores.


Veja a pesquisa na íntegra: ComScore World Metrix
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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Mediação online

Por Renê Pimentel*
A incorporação das Tecnologias da Informação e Comunicação na educação vem sendo feita com o sentido de abrir possibilidades para fazer, pensar e conviver que não poderiam ser pensadas sem a presença dessas tecnologias (BONILLA, PRETTO, s.d). Como conseqüência, introduz uma nova (re)organização da visão de mundo e de seus atores, modificam hábitos cotidianos, valores e crenças, constituindo-se em elementos estruturantes das relações sociais, os processos evidenciam um movimento ininterrupto de (re)construção de cultura e conhecimento (BONILLA, 2005).
O papel do professor nesse cenário seria o de um agente de mediação na virtualização inerente à estratégia pedagógica adotada. Logo, a formação dita inclusiva precisará considerar uma visão ampliada de cibercultura, no ciberespaço e na cibercidade (LEMOS, 2004). Ou seja, a inclusão meramente tecnológica não sustenta a cibercidadania. É preciso garantir a inclusão do sujeito como autor e co-autor nos ambientes por onde ele transita de conexão em conexão. É preciso formá-lo para atuar na cibercidade ou nas redes sociais (re)configuradas pelas tecnologias digitais e pela Internet: home banking, votação eletrônica, imposto de renda, cursos, jornal, fóruns de discussão, e diversas atividades de trabalho.


Todavia, a formação para atuação nesse universo online não poderá estar dissociada da atuação do sujeito nas redes presenciais do espaço urbano. Participar, ser cidadão na era digital é mais do que estar conectado e consumir à distância, é atuar no ciberespaço com a perspectiva comunitária e política, sendo cibersujeito.


Neste sentido, Lemos (2004, p.24) afirma que: o capital social pode ser dinamizado a partir de um ‘Portal da Cidade’ com diversas informações sobre Ong’s, implementação de fóruns de debates, livres ou induzidos, por regiões, áreas de chats, propiciar a transparência informativa, disponibilizar serviços online e informações que incentivem a participação política do cidadão; deve-se também incentivar a construção de telecentros em instituições e centros comunitários, com terminais de livre acesso, e-mail grátis para todos, buscando lutar contra a exclusão digital. O objetivo é colocar os grupos sociais e indivíduos em sinergia, utilizando o potencial do ciberespaço como vetor de agregação social.


Assim, a inclusão cibercultural passa, portanto, por mobilizações com esta perspectiva e não meramente pela distribuição da conectividade. Eis aqui o compromisso que se agrega ao papel essencial da educação: formar a cidadania na cibercultura, na sociedade da informação.


Com Pierre Lévy (1993), pode-se verificar que o crescente desinteresse pela sala de aula é fenômeno mundial. Ele lembra que há cinco mil anos a escola está baseada no falar-ditar do mestre. Diz ainda que hoje a principal função do professor não pode mais ser a difusão de conhecimentos que agora é feita de forma mais eficaz pelos novos meios de informação e comunicação. Para esse autor, a sala de aula baseada na transmissão, memorização e prestação de contas não tem mais centralidade na cibercultura.


Martín-Barbero (2000), também atento aos desafios do nosso tempo cibercultural à velha sala de aula, afirma que os professores só sabem raciocinar na transmissão linear separando emissão e recepção. E alerta para o fato de que aumenta o hiato entre a experiência cultural na qual falam os professores e aquela outra na qual aprendem os estudantes.


De fato, a obsolescência do modelo tradicional de ensino escolar vem se agravando na cibercultura. Na sala de aula presencial da educação básica e da universidade prevalece a centralidade do mestre, responsável pela produção e pela transmissão do conhecimento. Na educação a distância via Internet, os sites educacionais, os ambientes virtuais de aprendizagem continuam estáticos, ainda centrados na disponibilização de informações, desprovidos de mecanismos de participação, de criação coletiva, e de aprendizagem construída. Ou seja, na educação online, o paradigma parece permanecer o mesmo do ensino presencial tradicional: o professor-tutor-conteudista é o responsável pela produção e pela difusão do conhecimento, e os estudantes continuam como meros receptores de informação. Logo, a educação continua a ser, mesmo na tela do computador conectado à Internet, uma repetição burocrática ou transmissão unidirecional de conteúdos empacotados.


Os estudantes, cada vez mais imersos na cibercultura, tendem a exigir uma nova contextualização do processo de ensino-aprendizagem. Eles integram a chamada geração digital e estão cada vez menos passivos perante a mensagem recebida. Eles aprenderam com o controle remoto da TV, com o joystick do videogame e agora aprendem com o mouse. Assim eles migram da estática TV tradicional para o computador conectado à Internet e à TV digital. Estão mais conscientes das possibilidades de programá-los e têm a possibilidade de escolha daquilo com o que querem interagir. Evitam acompanhar argumentos lineares que não permitem a sua interferência e lidam facilmente com a linguagem digital e hipertextual. Aprendem que deles depende o gesto instaurador que cria e alimenta a sua experiência comunicacional: interferir, modificar, produzir e partilhar. Essa atitude menos passiva diante da mensagem é o reflexo de sua exigência da nova sala de aula, seja na educação presencial, ou na educação a distância.


Então, é preciso reconhecer: antes havia os apelos de mestres valorosos como Paulo Freire, Vygotsky e tantos outros, enfatizando participação colaborativa, dialógica e multidisciplinaridade como fundamentos da educação, da aprendizagem; hoje há também o apelo da cibercultura questionando oportunamente a velha pedagogia da mera transmissão. Doravante, os programas de formação de professores precisarão enfocar questionamentos inadiáveis. Exemplos: o que é cibercultura? Por que o professor precisa reinventar sua sala de aula? Como situar participação colaborativa, dialógica e multidisciplinaridade na sala de aula, garantindo a formação cidadã no contexto cibercultural? Como utilizar a cibercultura a favor da melhoria da qualidade da educação? Qual será a principal função do professor na cibercultura, uma vez o falar-ditar do mestre passa a não ter mais centralidade? Os olhares para tais possibilidades deverão considerar as percepções de quem efetivamente participa de projetos inovadores, necessários, ousados, que possibilitam a construção do conhecimento coletivo e colaborativo, na contemporaneidade.


Neste contexto, os cursos online recebem muitas críticas no que tange ao processo de ensino-aprendizagem, pela ausência de estratégias pedagógicas consistentes (PIMENTEL, RIOS, SILVA, 2007). Logo, o professor precisa estar atento às formas de interação desenvolvidas nos espaços multireferenciais de aprendizagem, pois não basta enviar e receber mensagens, dar feedback e observar as dinâmicas individuais. O desafio posto aos sujeitos envolvidos é de estarem abertos a processos recursivos nos quais as interações caracterizam-se principalmente por sua construção dinâmica, contínua e contextualizada (PRIMO, 2007).


*Renê Pimentel é colunista do Pesquisador Moderno, conselheiro da Sociedade Brasileira de Pesquisa de Mercado, consultor em estratégia empresarial e professor universitário.
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Grupo de Mídia SP promove curso

O Grupo de Mídia São Paulo promove entre os dias 22 e 29 de setembro, o II Curso Básico de Mídia. O programa é voltado a jovens publicitários, estudantes de comunicação e marketing, além de profissionais de veículos e anunciantes e contará com palestras de Ângelo Franzão Neto (Presidente do Grupo de Mídia/ McCann), Ana Guedes (Lowe), Eugênio Neto (Almap), Cláudio Barres (Eugênio) e Igor Pulga (IDID/TBWA).

O conteúdo programático abordará temas como a evolução da atividade de mídia, seu desenvolvimento técnico e sua importância no processo de comunicação.

Também serão apresentados conceitos básicos de mídia como alcance, freqüência media, GRP e custos relativos, além de um painel com a principais características dos meios de comunicação, como e porque programá-los e visões sobre a new mídia, a convergência dos meios e a interatividade da audiência.

Programação

::Dia 22 (segunda-feira)“Uma visão geral” – Angelo Franzão Neto – McCann-Erickson, das 19h às 20h15.“Conceitos Básicos” – Ana Guedes – Lowe, das 20h15 às 22h.

::Dia 23 (terça-feira)“Conceitos Básicos” – Ana Guedes – Lowe, das 19h às 20h.“Instrumental de Pesquisa de Mídia” – Eugenio Neto - Almap, das 20h15 às 22h.

::Dia 24 (quarta-feira)“Instrumental de Pesquisa de Mídia” – Eugenio Neto - Almap, das 19h às 22h.

::Dia 25 (quinta-feira)“A mídia no contexto da comunicação – Aspectos Estratégicos” – Cláudio Barres – Eugênio, das 19h às 22h.

::Dia 29 (segunda-feira) “Mídia interativa tendências” - Igor Pulga – IDID/TBWA, das 19h às 22h

Serviço

II Curso Básico de Mídia
Local: Sede do Grupo de Mídia São Paulo - Av. Dr. Cardoso de Melo, 1340 - 15º andar - Vila Olímpia
Dias: 22, 23, 24, 25 e 29 de setembro de 2008
Horário: das 19h às 22h
Inscrições e informações pelos telefones (11) 3846-1203 ou 3842-5219 ou pelo e-mail anete@gm.org.br.
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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Research International anuncia reformulação da marca

CHICAGO--(BUSINESS WIRE)--A Research International (RI), uma das principais agências de inovação e pesquisa de marketing do mundo e membro do WPP Group, anunciou hoje uma iniciativa de reformulação global da marca que simboliza o contínuo compromisso da empresa em criar parcerias com clientes nos seus mais desafiadores esforços de inovação. Como parte destes esforços, a Research International está reestruturando seus gigantescos bancos de dados de inovação com quarenta mil casos, para tornar os dados normativos mais acessíveis ao mercado local. Esta ação vai aprimorar ainda mais a habilidade da RI de oferecer sólida e rápida orientação sobre o mercado local aos nossos clientes.

A RI está lançando também um site moderno, com um novo design (http://www.research-int.com/), que proporciona acesso a centenas de aprendizagens que ilustram o conhecimento especializado da RI e demonstra os benefícios de uma parceria com a Research International. Estas iniciativas em andamento reforçam o comprometimento da RI com a inovação, como uma parceira confiável para clientes do mundo inteiro, que dependem da capacidade de pesquisa para garantir a vanguarda dos seus respectivos setores. A nova identidade da marca da empresa posiciona melhor a RI para o seu sucesso contínuo depois de mais de trinta anos como líder global da indústria na condução de pesquisa que vem ajudando os clientes a trazer mais rapidamente novas ofertas para o mercado.


“Enquanto redefine sua organização, a Research International melhora o seu perfil na área de inovação, que tem sido a base do seu sucesso por mais de três décadas", disse o diretor executivo da Research International Worldwide, Bob Meyers (foto/divulgação).


“Ao tornar nossas gigantescas bases de dados mais acessíveis aos especialistas da indústria local, a RI pode trabalhar mais de perto com os clientes, para entender melhor as questões específicas internas do mercado. Além disso, como os clientes dependem da nossa especialização para desenvolverem percepções acionáveis simultaneamente em todo o mundo, essas mudanças estruturais vão aumentar a nossa capacidade de ajudar os clientes a tomar as decisões mais críticas com uma perspectiva abrangente em todo o mundo, ancorada e baseada no conhecimento do país".


Tudo isso está representado no novo logotipo Global Innovation Sphere™ da Research International, que simboliza o status da RI como consultora global acreditada, particularmente no setor de pesquisa de inovação.


O logotipo inclui três componentes fundamentais: o globo, as tiras entrelaçadas e as setas de expansão. O globo simboliza a crença da Research International no poder do marketing global, já que a RI se orgulha de ser uma das maiores redes de pesquisa do mundo. As tiras entrelaçadas simbolizam a crença da RI no poder do trabalho em equipe e do compartilhamento do conhecimento em todo o mundo. Isso inclui a dedicação da RI com o trabalho conjunto com seus clientes, orientando-os através dos seus processos de comercialização. As setas simbolizam o compromisso da RI com o crescimento pela inovação para as maiores marcas dos seus clientes. Coletivamente, o novo logotipo retrata corretamente a missão da empresa e o seu compromisso constante em ajudar os clientes a encontrar soluções inovadoras para suas questões de negócios.
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Inteligência Competitiva é Estratégia

Fonte: Baguete

Qual a importância da estratégia para uma empresa hoje? A banalização da palavra e a falta da comunicação do direcionamento da empresa, vem gerando dúvidas em muitos profissionais sobre a real “estratégia” da empresa. Afinal, quantos profissionais sabem realmente a estratégia de sua empresa?


Estratégia é a definição de como recursos serão alocados para se atingir determinado objetivo. Usada originalmente na área militar, esta palavra hoje é bastante usada na área de negócios.
A estratégia começa com uma visão de futuro para a empresa e implica na definição clara de seu campo de atuação, na habilidade de previsão de possíveis reações às ações empreendidas e no direcionamento que a levará ao crescimento.
A definição de objetivos, em si, não implica em uma estratégia. Os objetivos representam os fins que a empresa está tentando alcançar, enquanto a estratégia é o meio para alcançar esses fins.
Uma boa base conceitual que anda muito em prática está no livro “Estratégia Competitiva” de Michael Porter, economista e professor da Harvard Business School. Porter, lembra que estratégia competitiva, é como uma empresa decide competir em um mercado em resposta às estratégias e posições de seus competidores de modo a ganhar uma vantagem competitiva sustentável.
Vantagem competitiva é uma vantagem que uma empresa tem em relação aos seus concorrentes. Ela geralmente se origina de uma competência central do negócio. Para ser realmente efetiva, a vantagem precisa ser:
1. Difícil de imitar
2. Única
3. Sustentável
4. Superior à competição
5. Aplicável a múltiplas situações
Agora, procure responder: qual a estratégia da sua empresa? Ainda, outro “estrategista”, Gary Hamel (professor da London Business School) em conjunto com Liisa Valikangas (pesquisadora do Woodside Institute), escreveu sobre a busca da resiliência.
Ou seja, numa era turbulenta, o único trunfo confiável é a capacidade de antecipar as circunstâncias e reinventar o modelo de negócios. Adquirir resiliência estratégica não é fácil. Resiliência estratégica não é reagir a uma crise isolada. Não é se recuperar de um revés. É antes, a capacidade de se antecipar - e se ajustar - continuamente a profundas tendências seculares capazes de abalar de forma permanente a força geradora de lucros de um negócio.
Resiliência é a capacidade de mudar antes que a necessidade de mudança se torne imperativa. Para prosperar em tempos turbulentos, a empresa deve ser, na renovação, tão eficaz quanto o é na produção de bens e na oferta de serviços.
Por isso, avaliar tendências e concorrentes é tarefa de Inteligência Competitiva que resulta na melhor escolha estratégica. E assim, Inteligência Competitiva é em sua essência, Estratégia.
Fontes: pt.wikipedia.org, acesso em 8 de agosto de 2007 e Harvard Business Review, Setembro 2003.
*Alfredo Passos é professor da ESPM, do Curso de Pós-Graduação em Gestão e Inteligência Competitiva da FACE/PUC-RS. Consultor e Especialista em Inteligência Competitiva da Knowledge Management Company. Autor de Inteligência Competitiva – Como fazer IC acontecer na sua empresa, LCTE Editora.
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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Portugueses são viciados em TV

Uma pesquisa realizada pela empresa Markest mostrou que 14% dos portugueses com idade entre os 15 e os 64 anos, residentes em Portugal Continental são "loucos" por televisão. Outros dados incluídos no estudo apontam que 50% dos portugueses da mesma faixa etária gostam de publicidade. E, para 30% do universo analisado, a publicidade ajuda a fazer as melhores compras. Estas, entre outras conclusões, constam de um novo estudo que a empresa especializada em pesquisa de mercado e opinião divulgará ainda este mês.
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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

ABEP: apresentação de resultados de pesquisas

A executiva Vera Lígia Pompeu de Toledo, do IBOPE Inteligência, discute a importância da apresentação de resultados de pesquisas em curso que acontece nos dias 12 e 13 setembro.

Vera Lígia Pompeu de Toledo, Diretora de Atendimento e Planejamento do IBOPE Inteligência, palestra para profissionais da área de pesquisa e interessados no tema sobre a importância de uma apresentação de resultados eficiente e prática.

“A apresentação dos resultados é o momento em que todos os achados, descobertas e insights são relacionados entre si e devem contar a história de uma determinada pesquisa. É neste momento que a lógica dos acontecimentos deve ser considerada. O que faz mais sentido ser contado antes? Qual a fluência que facilita a compreensão?”, explica a executiva.

O curso, que tem carga horária de 16 horas, traz dicas, modelos, cases e exercícios práticos que auxiliam a pensar, planejar, montar e realizar uma apresentação de resultados de pesquisa em seus diferentes modelos e possibilidades.

Serviço:
Curso “Apresentação de Resultados”

Data: 12 e 13 de setembro
Horário: 9h às 18:30h
Local: Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (ABEP) / São Paulo
Endereço: R. Urussui, 92 cj 55 - Itaim Bibi
Inscrições: katia@abep.org ou (11) 3078.77.442º
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Ibope desvenda dúvidas sobre pesquisas eleitorais

Fonte: Diário OnLine
Um dos elementos mais importantes de qualquer campanha eleitoral é a pesquisa de opinião de voto. Embora todos conheçam os resultados dos levantamentos, a forma como eles são elaborados é algo que permanece misterioso para grande parte das pessoas.

Como é formada a margem de erro das pesquisas? Por que eu nunca conheci alguém que foi entrevistado? Quais as diferenças entre uma pesquisa municipal e outra nacional? Para responder a essas dúvidas, o Diário OnLine entrevistou Márcia Cavallari, diretora-executiva de atendimento e planejamento do Ibope Inteligência.


A especialista comenta que as decisões de voto estão saindo cada vez mais próximas ao dia de votação, na comparação com eleições anteriores. Isso se deve ao fato de que a população espera obter um maior número de informações antes de fazer sua escolha de candidato.
Leia abaixo as respostas de Márcia Cavallari.



Diário OnLine: Qual o modelo mais utilizado nas pesquisas de opinião de voto?
Márcia Cavallari: Trata-se do modelo de amostragem, no qual é selecionada uma amostra por conglomerados (grupos) da população. Em um primeiro estágio, são escolhidos os setores para entrevista. A segunda etapa abrange a seleção dos entrevistados, que devem atingir cotas de sexo, idade, instrução e grau de atividade, de forma a refletir o total da população.

Há dois modelos de pesquisa: pesquisa por ponto de fluxo (no qual as pessoas são entrevistadas em um local específico) e pesquisa domiciliar. O Ibope utiliza o último método. Não há um método melhor do que o outro; trata-se apenas de uma decisão estratégica do instituto.
Por que as pessoas têm a impressão de que nunca serão ouvidas para uma pesquisa eleitoral?Por que a probabilidade de ser entrevistado é muito pequena. Há casos em que a chance é de 500 para 2 milhões de pessoas.

Qual a quantidade mínima de pessoas a ser entrevistadas?
O número mais baixo de pessoas integrantes de uma amostra é de 300. Este número determina uma margem de erro de seis pontos percentuais, que é considerado o limite aceitável.

O que significa a margem de erro de uma pesquisa?
Um exemplo: pesquisa que indica 40% de popularidade, com uma margem de erro de dois pontos percentuais. Isso significa que, caso os resultados fossem feitos em todas as pessoas da população, como um censo, o resultado encontrado no grupo seria de 38% a 42%.

Quais as diferenças entre uma pesquisa presidencial e uma pesquisa municipal?
A metodologia utilizada é a mesma. O que difere é a decisão do eleitor, que passa por questões diferentes, mais ligadas ao dia-a-dia. Além disso, as informações na cidade circulam mais rapidamente, o que faz mudanças na decisão de voto circularem com maior agilidade.

Como é feito o controle das pesquisas eleitorais?
Em ao menos 20% dos casos, o trabalho do entrevistador é verificado. Isso pode ser feito de várias formas: o verificador pode ir junto ao local da entrevista, fazer uma entrevista na seqüência, logo após o levantamento, ou por meio de uma entrevista por telefone.

Existe um erro, chamado erro amostral, que é um erro associado à pesquisa, ou seja, toda pesquisa tem um erro que deriva do fato de que ela não é feita com todo o conjunto da população, como um censo. Existe ainda o erro não-amostral.

Quais são as principais fontes de erro não-amostral?
Dados oficiais desatualizados, entrevistador mal-treinado, ordem das perguntas no questionário, questões que os entrevistados não entendem e recusa dos entrevistados em responder à pesquisa.

Como os entrevistadores recebem a equipe do Ibope?
Normalmente o entrevistador é bem acolhido. Além disso, ele porta identificação, deixa um telefone de contato para a pessoa checar se a pesquisa é mesmo feita pelo Ibope, recebem garantia de anonimato, entre outros controles. Como muitas pessoas têm a impressão de que nunca são ouvidas, quando recebem o contato, algumas ficam contentes em receber o entrevistador.

Como é feita a abordagem de pessoas que moram em prédios e locais de difícil acesso?
Caso o setor censitário tenha decidido aquele prédio, o entrevistador irá abordar as pessoas que moram naquele local. Em alguns casos, em edifícios de alto padrão, é necessário agendar previamente a entrevista por telefone.

Em favelas, muitas vezes é feito um acordo com o líder comunitário para permitir o acesso dos pesquisadores. Outra técnica é abordar as pessoas na entrada e na saída da comunidade.
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Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

85% dos candidatos sem resposta

Fonte: Baguete Digital
Uma pesquisa de mercado realizada pela Curriculum.com.br mostra que 85% dos profissionais que participam de processos de seleção não recebem resposta das empresas.

Os participantes do levantamento disseram que o silêncio das empresas causa desmotivação, pois gastam tempo e dinheiro para irem até a companhia, além do que, as respostas esclareceriam a estes candidatos o que falta em seus perfis para torná-los mais competitivos.
“Dar feedback aos candidatos que participaram de um processo seletivo é sinal de profissionalismo e demonstra respeito por quem participou, não importando qual seja a resposta: positiva ou negativa”, afirma o presidente da Curriculum.com.br, Marcelo Abrileri.
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