Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Estudo IBM revela que consumidores aceitam novas formas de publicidade


O segundo inquérito global online da IBM sobre os hábitos dos consumidores de mídia e entretenimento digitais revelou que estes estão favoráveis a conteúdos digitais nos celulares e computadores, o que traduz um impacto significativo nos hábitos tradicionais de consumo. A pesquisa online, realizada com 2800 pessoas de seis países - Austrália, Alemanha, Índia, Japão, Reino Unido e Estados Unidos - mostra também como os consumidores estão à vontade para divulgar informações sobre si mesmos se, em contrapartida, lhes forem concedidos incentivos relacionados a seus estilos de vida. A aceitação de serviços com conteúdos digitais duplicou desde o ano anterior. Os serviços relacionados a redes sociais registrou uma penetração de 60% e a informação online para celulares está na vida de 40% dos entrevistados em todo o mundo. No entanto, se a aceitação dos serviços com conteúdos digitais está amplamente difundida, a interatividade (através de ferramentas de avaliação ou de uploads de vídeos) é apenas utilizada pelos consumidores mais conhecedores.
Mais de 70% dos entrevistados admitiu preferir modelos de consumo financiados pela publicidade, acessando dispositivos gratuitamente, o que representa uma grande oportunidade de crescimento para a indústria publicitária. Esta preferência variou entre 62 e 80% por país, tendo o Japão registrado o valor mais elevado. Quando questionados sobre como a publicidade deveria ser associada aos vídeos online, a maioria dos entrevistados afirmou preferir vê-los antes ou depois do filme. Eles protestaram contra os modelos de publicidade tradicionais da televisão, como a interrupção dos filmes por causa dos anúncios ou o recurso de merchandising nos programas.
"Os consumidores cresceram habituados a aceitar novos conteúdo por fontes alternativas, exemplo do vídeo online, de forma gratuita e com publicidade limitada", disse Saul Berman, da Global Lead Partner, Strategy & Change Consulting, IBM Global Business Services e autor de vários estudos recentes da IBM. "A indústria da publicidade tem de encontrar formas apelativas de valorizar novas fontes de conteúdos ou arrisca-se a um destino semelhante ao da indústria da música que viu o seu valor principal mudar nos últimos tempos", acrescentou o responsável.
Cerca de 60% dos entrevistados manifestaram-se disponíveis para fornecer informação pessoal - idade, gênero, estilo de vida ou preferências de comunicação - em troca de qualquer coisa com valor. Os mais novos mostraram ter menos preconceitos em revelar as preferências pessoais, e uma parte significativa das pessoas com mais de 45 anos manifestou-se igualmente à vontade. No entanto, todos os entrevistados indicaram a necessidade de receberem em troca valores e incentivos. Vídeos e músicas de alta-qualidade grátis, descontos para as lojas favoritas e pontos para viagens/hotéis são os incentivos mais desejados e atrativos.
Metodologia da Pesquisa IBM
A pesquisa online foi conduzida durante o terceiro trimestre de 2008 pelo Institute for Business Value da IBM. O questionário gerou 2800 respostas em seis países: Austrália, Alemanha, Índia, Japão, Reino Unido e Estados Unidos. A pesquisa foi submetida a uma divisão equitativa de gênero (masculino/feminino) e atingiu grupos demográficos a partir dos 13 anos.
Os resultados podem ser estatisticamente considerados significativos, com um grau de confiança de 95% e uma margem de erro de +/- 0.0138 pontos. Este estudo é parte integrante do relatório: "Beyond Advertising: Fact or Fiction", da autoria conjunta de Saul Berman, Bill Battino e Karen Feldman, cuja publicação está prevista para o final deste ano.
Fonte: Universia (Portugal)
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