Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

81% são a favor de lei contra o fumo em ambientes fechados

Chega a 81% a aprovação dos brasileiros ao projeto de lei encaminhado à Assembléia Legislativa pelo governador do estado de São Paulo, José Serra (PSDB), que proíbe o fumo em ambientes coletivos fechados, como bares, restaurantes, ambientes de trabalho e estudo, entre outros. São contra o projeto de lei 13% e se dizem indiferentes 4%. Mesmo entre os fumantes, a maioria é a favor da lei, embora o percentual de adesão à lei seja menor. Um terço (30%) dos que fumam é contra a lei (taxa 17 pontos maior do que a média), ante 64% que são a favor (17 pontos a menos do que a média). Entre os não fumantes, 86% são a favor da lei.

Entre os que tomaram conhecimento do projeto de lei, 88% são a favor, taxa sete pontos acima da média. Para 93% a lei será ótima ou boa para os não-fumantes. Por outro lado, 54% acham que ela será ruim ou péssima para os que fumam (58% entre os fumantes).Um quinto (20%) acha que a lei será ruim ou péssima para os bares e restaurantes.

Entre os fumantes essa taxa chega a 31%. A maioria (69%) acha que ela será ótima ou boa para esses estabelecimentos (72% entre os que não fumam). Acham que a lei será ótima ou boa para o estado de São Paulo, de um modo geral, 81%, e 85% pensam o mesmo sobre seu caso pessoal.
Já das pessoas que fumam, 25% acham que a lei será ruim ou péssima em seu caso pessoal, taxa 17 pontos acima da média. Tomaram conhecimento do projeto de lei assinado por José Serra 63%, dos quais 30% se dizem bem informados, 23% se consideram mais ou menos informados e 10% se declaram mal informados a respeito. Ainda nesse grupo, 67% dizem ter tomado conhecido do projeto de lei, taxa ligeiramente maior do que a registrada entre os que não fumam (62%).

A pesquisa também ouviu pessoa com nível superior de escolaridade. Desses 77% tomaram conhecimento do projeto lei, taxa idêntica à registrada entre os que têm renda familiar mensal acima de 10 salários mínimos. Dos que moram no Sudeste, 67% estão cientes do projeto, taxa similar à registrada entre os que moram no Sul (70%). No Nordeste, e nas regiões Norte e Centro-Oeste, as taxas dos que dizem ter tomado conhecimento ficam abaixo da média, sendo de, respectivamente, 56% e 57%. A maioria (77%) discorda da declaração do presidente Lula, que, em entrevista a jornalistas de jornais populares do país, disse defender o uso do fumo em qualquer lugar. Percentual idêntico considera que ele agiu mal ao fazer essa defesa do fumo.


Entre o percentual que usa cigarro diariamente, 32% concordam com a declaração de Lula (taxa 17 pontos acima da média) e 30% acham que ele agiu bem ao defender que se fume em qualquer ambiente (o dobro do registrado entre o total de entrevistados). No grupo dos não-fumantes, 81% discordaram do presidente, e percentual idêntico achou que ele agiu mal ao fazer tal declaração.

Mesmo entre os que consideram o governo do presidente ótimo ou bom a maioria discorda de sua declaração (76%) e acha que ele agiu mal (75%). Daqueles que reprovam o desempenho de Lula, 74% discordam de sua frase e 75% afirmam que ele não agiu mal. Já os que se declaram simpatizantes do partido de Lula, o PT, 77% discordam da frase e 74% dizem que ele cometeu uma má ação.

Entre os simpatizantes do PSDB essas taxas são de, respectivamente, 87% e 82%. Acham que o presidente agiu mal principalmente os brasileiros com escolaridade superior (85%), aqueles que têm renda familiar mensal entre cinco e dez salários mínimos (84%) e os que moram no Sudeste (81%). Esses segmentos também ficam acima da média quando se trata da discordância com a declaração do petista, com percentuais parecidos com os registrados em relação à desaprovação à frase. Um quinto (21%) tomou conhecimento da declaração de Lula, dos quais 9% se dizem bem informados e 6% se consideram mais ou menos informados (percentual idêntico se diz mal informado).

25% tomaram dos fumantes afirmaram que tomaram conhecimento da declaração. Essa txa cai para 20% entre os não-fumantes. Sendo que o percentual dos que dizem ter tomado conhecimento da declaração do petista chega a 28% entre os que têm 60 anos ou mais. Ela também fica ligeiramente acima da média entre os que moram no Sul, entre os que têm escolaridade superior, fazem parte da classe A (24% em cada segmento) e têm renda familiar mensal acima de dez salários mínimos (25%).

O Datafolha ouviu 2785 brasileiros, a partir dos 18 anos de idade. A margem de erro máxima, para os resultados que se referem ao total de entrevistados, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
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