Inteligência Competitiva, Mitos e Oportunidades
Fonte: Baguete Digital/Alfredo Passos
Mitos sempre tiveram lugar na cultura dos povos. Quem nunca se divertiu com as travessuras do Saci Pererê, no percurso obrigatório de um Monteiro Lobato? O problema é quando a fantasia ultrapassa as portas da realidade e uma atividade digna, ética e racional como os serviços de inteligência das empresas acaba se confundindo com as aventuras rocambolescas das novelas policiais.
Assim como na tradição popular, geralmente, uma lâmpada é o bastante para transformar um monstro terrível numa realidade palpável, racional e, no caso presente, extremamente rentável.
Esta deve ter sido a primeira intenção dos profissionais que resolveram somar as suas experiências na elaboração deste compêndio que você tem nas mãos. Provavelmente a necessidade de esclarecimento sobre Inteligência Competitiva, foi tomando a forma de um mapa dessa disciplina, atualizada em encontros regulares mantidos, ao longo dos últimos anos, entre profissionais de várias partes do mundo, igualmente vistos como arapongas, sherloks e outros apelidos pouco lisonjeiros.
Pessoas que, na percepção da maioria, só conhecem através de teleobjetivas e trocam informações por meio de envelopes deixados em bancos de locais públicos. O fato é que as características, objetivos e forma de operação da inteligência competitiva são pouco conhecidas pelas próprias corporações que dela se utilizam e menos ainda pelos gestores que querem levar o país a um novo patamar da economia global, seja no plano de suas competências naturais, como o agro-negócio, a manufatura e a produção cultural, seja no das oportunidades que ainda o aguardam, como os serviços off shore (inclusive na área de tecnologia).
Afinal, o que é Inteligência Competitiva? Uma das atribuições da inteligência competitiva – neste artigo claramente definida como um processo ético, sistemático e analítico (e mensurável) – é justamente, separar o verdadeiro do falso, o preconceito da idéia e a informação do boato, combinando esses ingredientes com os fundamentos da economia, uma visão de conjuntura e a boa percepção de tendências, para transformar ameaças em oportunidades, minimizar riscos ou maximizar investimentos.
Para somar valor às empresas, a inteligência competitiva deve ser encarada como um processo contínuo e não como surtos. Também não deve ser confundida com os sistemas, chamados de business intelligence e que se traduz por um pacote de soluções que pode até ser encarado como uma ferramenta pela área de inteligência da empresa.
É, portando, a associação de elementos diversos – que geralmente incluem até informações convencionais das próprias empresas, como mapas de vendas, planilhas de custos etc – e acima de tudo, as análises dessa massa de informações reconhecidas como relevantes pelo sistema de inteligência da organização que vão determinar o papel tático ou estratégico de uma análise ou recomendação colocada a serviço do tomador de decisão.
A ele, nesse momento, caberá julgar se a informação será ou não capaz de produzir os resultados esperados. Esta é, aliás, a sugestão que eu apresento a você, leitor, que encara este artigo como uma primeira aventura ou àquele que vem em busca dos diferentes prismas de uma atividade até certo ponto mitológica no mundo corporativo: despir-se dos preconceitos e buscar extrair desta expedição as lições que vão ajudá-lo a empregar melhor a inteligência competitiva no seu dia-a-dia.
Ou, quem sabe, confundir-se nessa paisagem, que lhe parecerá cada vez mais lógica e complexa, ainda que indispensável ao mundo dos negócios com o qual nem o Saci Pererê, nem James Bond jamais sonharam.
* Alfredo Passos é professor da ESPM, do Curso de Pós-Graduação em Gestão e Inteligência Competitiva da FACE/PUC-RS. Consultor e Especialista em Inteligência Competitiva da Knowledge Management Company. Autor de Inteligência Competitiva – Como fazer IC acontecer na sua empresa, LCTE Editora.
____________________________________________________________________
Este texto pode ser copiado, distribuído, reproduzido, transmitido ou publicado em outros sites desde que mantidas as mesmas referências ao autor e à este Portal (www.PesquisadorModerno.com.br) e ao Baguete, idealizador da série de artigos Inteligência Competitiva.
Mitos sempre tiveram lugar na cultura dos povos. Quem nunca se divertiu com as travessuras do Saci Pererê, no percurso obrigatório de um Monteiro Lobato? O problema é quando a fantasia ultrapassa as portas da realidade e uma atividade digna, ética e racional como os serviços de inteligência das empresas acaba se confundindo com as aventuras rocambolescas das novelas policiais.
Assim como na tradição popular, geralmente, uma lâmpada é o bastante para transformar um monstro terrível numa realidade palpável, racional e, no caso presente, extremamente rentável.
Esta deve ter sido a primeira intenção dos profissionais que resolveram somar as suas experiências na elaboração deste compêndio que você tem nas mãos. Provavelmente a necessidade de esclarecimento sobre Inteligência Competitiva, foi tomando a forma de um mapa dessa disciplina, atualizada em encontros regulares mantidos, ao longo dos últimos anos, entre profissionais de várias partes do mundo, igualmente vistos como arapongas, sherloks e outros apelidos pouco lisonjeiros.
Pessoas que, na percepção da maioria, só conhecem através de teleobjetivas e trocam informações por meio de envelopes deixados em bancos de locais públicos. O fato é que as características, objetivos e forma de operação da inteligência competitiva são pouco conhecidas pelas próprias corporações que dela se utilizam e menos ainda pelos gestores que querem levar o país a um novo patamar da economia global, seja no plano de suas competências naturais, como o agro-negócio, a manufatura e a produção cultural, seja no das oportunidades que ainda o aguardam, como os serviços off shore (inclusive na área de tecnologia).
Afinal, o que é Inteligência Competitiva? Uma das atribuições da inteligência competitiva – neste artigo claramente definida como um processo ético, sistemático e analítico (e mensurável) – é justamente, separar o verdadeiro do falso, o preconceito da idéia e a informação do boato, combinando esses ingredientes com os fundamentos da economia, uma visão de conjuntura e a boa percepção de tendências, para transformar ameaças em oportunidades, minimizar riscos ou maximizar investimentos.
Para somar valor às empresas, a inteligência competitiva deve ser encarada como um processo contínuo e não como surtos. Também não deve ser confundida com os sistemas, chamados de business intelligence e que se traduz por um pacote de soluções que pode até ser encarado como uma ferramenta pela área de inteligência da empresa.
É, portando, a associação de elementos diversos – que geralmente incluem até informações convencionais das próprias empresas, como mapas de vendas, planilhas de custos etc – e acima de tudo, as análises dessa massa de informações reconhecidas como relevantes pelo sistema de inteligência da organização que vão determinar o papel tático ou estratégico de uma análise ou recomendação colocada a serviço do tomador de decisão.
A ele, nesse momento, caberá julgar se a informação será ou não capaz de produzir os resultados esperados. Esta é, aliás, a sugestão que eu apresento a você, leitor, que encara este artigo como uma primeira aventura ou àquele que vem em busca dos diferentes prismas de uma atividade até certo ponto mitológica no mundo corporativo: despir-se dos preconceitos e buscar extrair desta expedição as lições que vão ajudá-lo a empregar melhor a inteligência competitiva no seu dia-a-dia.
Ou, quem sabe, confundir-se nessa paisagem, que lhe parecerá cada vez mais lógica e complexa, ainda que indispensável ao mundo dos negócios com o qual nem o Saci Pererê, nem James Bond jamais sonharam.
* Alfredo Passos é professor da ESPM, do Curso de Pós-Graduação em Gestão e Inteligência Competitiva da FACE/PUC-RS. Consultor e Especialista em Inteligência Competitiva da Knowledge Management Company. Autor de Inteligência Competitiva – Como fazer IC acontecer na sua empresa, LCTE Editora.
____________________________________________________________________
Este texto pode ser copiado, distribuído, reproduzido, transmitido ou publicado em outros sites desde que mantidas as mesmas referências ao autor e à este Portal (www.PesquisadorModerno.com.br) e ao Baguete, idealizador da série de artigos Inteligência Competitiva.
Marcadores: Clipping, Inteligência Competitiva
0 Comments:
Postar um comentário
<< Home