Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Personalização, essencial para pesquisas com a classe A

Fonte: Instituto de Pesquisa Fractal

Essencial para desenvolver estratégias que valorizem as marcas, a pesquisa de mercado é uma das ferramentas mais confiáveis para obtenção de informações representativas sobre determinado público-alvo. Quanto mais alto o poder aquisitivo, mais difícil é o acesso aos entrevistados. Segundo análise promovida pelo Instituto de Pesquisa Fractal, empresa de pesquisa e consultoria de negócios do Brasil, o desenvolvimento de ações direcionadas ao tratamento diferenciado à classe A é o caminho para se obter êxito junto a este público.

Entre as particularidades, Celso Grisi, diretor-presidente do instituto e professor da FEA/USP, destaca a necessidade de uma primeira abordagem via correio, em que são feitas as apresentações e sugestão de um contato telefônico para agendamento da entrevista. A peça a ser enviada pelo correio deve ter esmerada apresentação gráfica e conteúdo seletivo. As respostas devem ser colhidas em um ambiente privado, em que se consiga um alto nível de atenção. Não se deve permitir ninguém por perto e reforçar o tratamento confidencial a ser dado às respostas dos entrevistados. Mantê-los no anonimato é questão crucial para obter respostas confiáveis.

A diferenciação no tratamento se estende, inclusive, aos incentivos oferecidos aos que colaboram com as pesquisas. Brindes são agrados sem relevância para esse tipo de público, por isso a troca, nesses casos, se dá por meio de informações relevantes aos seus negócios ou aos seus interesses pessoais, por exemplo.

Para que haja qualidade nas informações obtidas, o Prof. Grisi também destaca a importância da identificação entre entrevistados e pesquisadores. Isso envolve a maneira de se vestir, o vocabulário utilizado e o conhecimento sobre assuntos de interesse do respondente. “Para que haja confiança e interação no decorrer da pesquisa, o entrevistado deve entender o pesquisador como pertencente ao seu grupo social”, explica o Grisi, que reforça: “No fundo trata-se do que se tem chamado de espelhamento social”.

Segundo o professor, a falta de profissionais qualificados é um dos principais problemas que afetam diretamente a imagem do setor. “Encontrar pessoas capacitadas a desenvolver esse tipo de trabalho com qualidade está ficando uma tarefa cada dia mais difícil”, observa.

Na disputa com seus concorrentes, as empresas de pesquisa passam a oferecer propostas a preços cada vez mais baixos, reduzindo suas margens de lucro e, por essa razão, renunciando aos padrões de qualidade de seus produtos de pesquisa. “É melhor decidir sem nenhuma informação do que com uma informação errada” afirma.

Para o executivo de área de pesquisa, a estratégia para quebrar esse círculo vicioso é aperfeiçoar a qualidade dos produtos e obter ganhos de produtividade. “Com preço não se pode brincar, afinal os clientes contratam esses estudos para obter informações confiáveis que possam alicerçar suas decisões. Um erro, nesse caso, costuma custar caro ao cliente habituado a decidir sobre informações de pesquisa”, sustenta o professor.
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